sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sangue Rasta, Da Gama e Sylvio Neto - No Na Encolha




Lembro bem do susto que levei e do estrago que causou a saída de Rás Bernardo do Cidade Negra. Na época era mais fácil estar com a galera e fui a casa de meu compadre para saber o que rolava...Não adiantava, a casa havia mesmo caído...Nem os apelos de Nelsom Meirelles foram ouvidos...Havia sim, uma vontade grande por parte da então esposa do Rás, de que a coisa seguisse daquele jeito...Três pra lá um pra cá.




Quando Tony Garrido entrou na banda fui o primeiro da área a saber e ainda a falar com ele por telefone e depois o primeiro a conhecê-lo: " lembro-me até hoje do ensaio no estúdio Continni em Sta Thereza. O filho o Ronnald Biggs, O Marc Biggs (Balão Mágico), estava lá...E a harmonia fazia esquecer da crise dos dias anteriores... O pau comia nos ensaios...E durante um dos intervalos fomos eu e Tony comprar biscoito num bar próximo. E foi quando ele falou o que pareceu ser uma professia que se cumpre ainda hoje..."Cara eu ainda vou ser um Pop Star"...Hoje tenho pouco com ele, na verdade não tenho, a vida minha não acompanha a dele e é natural outro vôo...Mas sahímos bastante e bebemos várias latinhas naquele apartamento de Copacabana, em cima da Só a Rigor, onde morava...




O primeiro show do Cidade Negra, no Rio de Janeiro, com o novo vocalista Tony Garrido, foi no SESC/SJM e a minha banda Postura Africana, abriu, com pompa...Mó felicidade e lembrança...




Mesma crise que Bernardo causou, causou Tony Garrido. Bernardo saiu da banda com estúdio alugado e produtor contratado para o novo disco (o terceiro) . Tony sai com Cd/DVD, recém lançado...Mirrou a tournê...O Cidade em silencio escolhe seu novo vocalista (ex Bermibrown) e ontem Da Gama que como eu foi convidado a fazer uma vibe no show da galera do Sangue Rasta (que vai merecer texto a parte pois há muito a falar da galera que ontm...Vixe Maria...Paulou... falou que a vibe está ótima e me prometeu trazê-lo ao sarau dia 08/08...E ainda falou que hoje, rola o primeiro show do novo Cidade Negra...O fã numero um de Belford Roxo, torce que seja menos pop...E menos meloso que com Tony.

Sarau


Nos sarais que coordeno, aqui em Belford Roxo, costumo propor um exercício de criação bastante lúdico e interessante: O Poema Coletivo.
Folha branca na prancheta ou folha de papel pardo grandona no cavalete, uma frase inicial e pronto a provocação foi feita. Abaixo segue a postagem do resultado da última experiência. Lembro que o profile no Orkut dos sarais estão on e ainda rolam as comunidades do Sarau Poesia Na Varanda e Poesia na Câmara (http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=894825503159722763).

POEMA COLETIVO FEITO NO SARAU POESIA NA VARANDA DO DIA 11/07/08

Do jardim
Um sim
De palavras em flor
Eu não sabia
Que ia nascer...
Mas...vivo sonhando
Que vou...morrer
A vida é linda
A cada flor
O brotar
De um novo olhar
Luzes de quimeras
A iluminar o ser
Pois de ti
Minha glória incauta
Sou cativo
Amante a te estreitar
Já desfolhada
Desfolhada em sua
Mais lúdica luxúria
Surda e desvairada
Em sua alegria mutante

terça-feira, 22 de julho de 2008

ONTEM...

CANÇÃO NOVA

Campanha: envie seu ouro para a construção da igreja...
É incrível nada muda no reino de baixo...No que tange a religião...Católica ou protestante são todas iguais...

EU A PATROA E AS CRIANÇAS

Ontem em episódio do excelente seriado:
· O Sr. Caio e esposa iniciam aulas de samba com professor brasileiro;
· O Sr. Caio fica com ciúmes e liga para o professor dizendo-se da Imigração
· O professor foge – O professor brasileiro foge – entenderam? É ele foge;
· No lugar do professor entra uma professora gostosa que flerta com o Caio e é acusada de “brasileira fácil” pela Sra Caio – A brasileira gostosa é fácil – Entenderam? Fácil, vaca, vagabunda...A brasileira;
· O samba ensinado nas aulas do brasileiro ilegal e da brasileira piranha estava mais para merengue que para mambo...O que? Há sim...Não era samba;

E eu que fiquei irritado com o filme Hulk...Sim, sim...SIM...Eu vi até o final sim...Consegui...Estava calmo e tranqüilo na zen Guapimirim...

EU A PATROA E AS CRIANÇAS II

Bom após ver o episódio seguinte (o seriado é bom demais para ser patrulhado, afinal é humor) eu resolvi perdoar...Na verdade os mineiros de Comendador Valadares que eu não sei se sambam ou dançam maxixe...Bem...ehhh!!! Eles vão para os E.U.A via coyotes...E sei lá talvez o roteirista saiba disso...O episódio foi bom e eu perdoei...É isso...

JESUS NEGÃO

Enquanto isto acontece...Aqui continuamos a nos matar...Nos matar é: Negros, Índios e todos os tons de pobres sendo mortos todo dia e sendo estatística, estatística e estatística (lembra a música Jesus Negão do Pavilhão 9)...Nestes humanos, números de estatística, estão inclusos policiais ótimos, bons, os péssimos que merecem morrer e todos os bandidos produzidos pela diferença social no Brasil que mereciam ser julgados (menos é claro o Daniel Dantas, Nagi, Garotinho e equipes) e ter a chance de uma nova vida...Mas isto já é outra história...

DEMAGOGIA, INCITAÇÃO A VIOLÊNCIA E INCENTIVO AO AUTO DE RESISTÊNCIA

O idiota do apresentador do canal 13, diz repetindo o desabafo do presidente da Associação dos Agentes Penitenciários: A sociedade tem de sair vitoriosa...
...Porra!!!...
O cara é um incentivador da violência policial, um incitador do famoso auto de resistência – Senta o dedoooooo, larga o aço – o que este parlamentar faz além de dançar com uma perna só na tv? O que faz além de incitar a violência e de defender uma classe (que diga-se de passagem tem nele ótimo representante e isso é legítimo), particularizando teses de defesa a homicidas e cachorros doidos?
Forma ele fóruns de discussão, encontros onde se busca em conjunto um posicionamento social que abrace determinada política que se volta para diminuir os números de homicídios e enfim FAZER A SOCIEDADE SAIR VITORIOSA? Eu digo, NÃO...NÃO FORMA NADA...Só babinha no canto da boca quando se inflama em discurso babaca e sem fundamentação.

WHAT IS GO IN ON

Está aberta a estação de caça a notícias sobre vítimas de tiros de policiais...A Rede Globo encabeça o searching nacional, seguida pelas outras que não tem personalidade e vão na onda...
...A verdade é que já era hora de se mostrar a sociedade que os tiros que ferem muitas vezes mortalmente cidadãos de comunidades carentes ou não, não advêm somente dos bicos dos marginais...As balas perdidas – ah!ah!ah!ah – também saem dos bicos oficiais da segurança publica...Mas não só esta a notícia do Brasil. Nos mais e oito milhões de quilômetros quadrados deste imenso sub continente acontecem outras coisas...
...A onda de seguimentar por períodos, determinado tipo de notícia, é muito ruim e covarde...Impõem o genérico e produz medo e pavor...Tem um custo social, político e econômico portentosamente grande...Na verdade é o custo político que se quer fazer valer...E aqui mora a grade covardia da imprensa atualmente...E eu pergunto o que é que está acontecendo? Ahê tem...
BAJOFONDO

Conheci a Banda Bajofondo no programa interativo Ondas Latinas da Rádio Uol. Baixei dois discos e gostei...É diferente embora seja ainda o bom e velho tango. É também eletrônico, minimalista...Muito legal...Hoje, por acaso parei de zipar no canal MultShow para ver um clipe interessante que me atraiu, era o Bajofondo, com um clip muito bem feito e transado...Muito poucas bandas e cantores apresentam clipes bons atualmente...O hip hop é campeão de baboseiras...Carro, casas, bunda e jóias...No Brasil, também não muito boas referências desde os bons e velhos clipes dos Titãs, Rappa e ...e...bem ...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

VAI VENDO HEIN...QUERO DIZER...VAI OUVINDO!!!!!

Não há para onde correr. Quer seja no interior de sua casa, protegido por janelas, cortinas e móveis, cercado por sua música de preferência e latidos do cachorro assustatado, quer seja, na rua desprotegido, desarmado dos móveis ou ainda armado com ipod, mp3,4,5,6,7, dos antigos tijolões walk man, disk man e ainda de uma má vontade louca contra tal ação: A propaganda política sujeira máxima poluição sonora te pega e arranca os tímpanos.

Na Baixada e no Subúrbio não há mais conversa de botequim que dure inteira ou conversa de rua, bate papo informal que se complete ou tenha feedback...Pois a propaganda política sujeira máxima poluição sonora te pega e arranca os tímpanos.

Como confiar em um camarada que coloca na rua dezenas (há casos de centenas) de carros com o som acima do nível de ruído, aceitável para o ser humano - e que ainda é potencializado pelo grande número de ocorrencias por minuto (será que por segundo seria exagero?) - prejudicando
hospitais e escolas, humanos em conversação e residências em volta a calma após o dia intenso de trabalho?

A falta de sensibilidade é clara. A falta de criatividade vai se montando, posto que um faz por conta do outro e quanto maior o volume maior acapacidade de comunicação...Vai vendo!!!!

Há falta de recursos para comunicar? Será que é essa a dificuldade? O STE ditou novas leis, proibiu a camiseta, o boné, os adesivos e o derrame de grana neste tipo de propaganda e se esqueceu que os pouco criativos centrariam fogo e recursos na modalidade barulho...A poluição visual não é pior e nem melhor que a sonora...E quer saber? Vai piorar, pois não há nem 1/3 de candidatos com permissão a fazer “seu trabbalho” , pois que, a legislação exige que cada um tenha seu CNPJ e o Estado não está preparado para tal demanda...E segue a preocupação com a largada na frente de alguns em detrimento da espera ansiosa de outros...Vamos fazer barulho...Vamos postar nossa candidatura e eleição...e que se foda o resto.

Daniel Gonzaga

No repeteco do Programa do Serginho Grossman, o cantor Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha, revive sua obra em disco novo e atitude elogiada por Serginho...Nem todo artista gosta de ser ligado ou comparado ao pai/mãe...Muito boa voz e interpretação...Perfeito Gonzaguinha...Só que com menor raiva...
Ainda a tratar do maravilhoso encontro do dia 5 de julho na AMC...

Para fechar a noite é servida a entrada: O Monstro Sagrado Wilson Moreira

Antes de versar prosa sobre a participação do Wilson Moreira no evento vou deixar aqui registrado alguns eventos de prosa que surgiram a partir de sua presença , ali.

1.Ao ser abordado por mim, que só tomei coragem de ir até ele após a quarta garrafa de Antarctica (patrocinada pelos amigos professores e irmãos de luta Renato Aranha e Walter) e muito cordialmente o Wilson levantou-se da mesa onde estava com sua animada esposa e lançou a mão para um aperto daqueles (suei frio ao lembrar de seu famoso apelido, “alicate”, por conta de seu tradicional e forte aperto de mão)...mas a coisa rolou light e o aperto foi normal;

2.Eu, Após pedir desculpas pelo incômodo e saudar sua obra, perguntei se ele poderia tocar Oloan e Mocotó do Tião, ao que muito gentilmente ele respondeu: - olha “Oloan” eu canto sim...mas “mocotó do tião” eu não sei se vai dar... Muito gentil demais – depois já ao final do show revelou por conta da minha falta de educação – gritei várias vezes, toca mocotó do tião, toca mocotó do tião...mas a esta altura já havia bebido mais de meia dúzia de Antárcticas patrocinadas;

3.Wilson contou vários causos. Um deles foi provocado pelo fato de ser presença próxima ao local onde estava a tocar, nada mais nada menos que Sérgio Sampaio a quem Wilson dedicou homenagem e o chamou de monstro sagrado...Passados alguns segundos desta declaração...começou a rir e parou a música, para falar de mais um causo...Em determinado local e época...alguém foi chamado de Monstro Sagrado...que sentindo-se ofendido e sem compreender o por que... retrucou monstro sagrado é sua mãe;

4.Enquanto trabalhava no presídio, ele, Wilson Moreira e Ney Lopes fizeram uma composição que denominaram Violenta Emoção. Em um coquetel na casa de amigo conheceram Zezé Mota e seu produtor e tocaram a musica que foi gravada para posterior análise. Tempos depois, o produtor, a pedido de Zezé, lhe telefona para avisar que ela será gravada por Zezé e ainda que ela lhe pede para que troque o título da música para Senhora Liberdade, Ele, Wilson então liga para seu parceiro Ney Lopes e pergunta; - o que fazer?...O Ney diz: - deixa trocar..Zezé havia achado o título muito violento.