terça-feira, 9 de setembro de 2008

NO CANTO DE MEU ENCANTO


Um Sol de luz plena e calor de vapor..Um céu de galope rasante...Azul, azul de um azul, azulsaço, sem brancas nuvens, sem vento, sem laço...

E as crianças rindo...rindo...gritando...volumosas e ser o que são...

Eu em meu canto a decorar poemas enfiados em som e a ler as palavras derramadas naquelas revistinhas-zines que mo deu o bom poeta Tubarão.

É manhã de sábado e a muito eu não a respirava do canto encanto...largo...espaçoso...do quintal de minha casa...

De frente a piscina a me fazer ouvir o tchibum dos mergulhos do príncipe peixinho (João Vitor) divididos na atenção da musica alta que o rádio toca eu vou assim olhando, rindo internamente do andar malandro, matreiro, maneiro de Arthur o marimbomdo louco...

Dois aninhos de insanidade e loucura total...Que criança linda, carinhosa, encantadora e levada a xingar sem motivos, a dançar fora do ritmo e a mover minhas vontade...Desde que a saudade de Caio fica maior a cada suspiro de sua vontade de ser (e lembro Khalil Gibran : Nossos Filhos não São Nossos Filhos, São Filhos de Sua Própria Ânsia de Viver)...

Tenho pena dos coadjuvantes a andar invisíveis...Em meio ao furacão desta emoção...

NUNCA GOSTEI DE DESFILAR

Nunca gostei de desfilar
Quando estudava no Instituto Pan Americano, na época do antigo ginasial. O desfile cívico era obrigatório. Valia nota. Estou falando dos anos 70. Ditadura em cima. Aulas de Educação Moral e Cívica com o seu Tomé. Há pouco tempo o vi, velhinho, curvado, bíblia sob o braço. È pastor, não sei se na época já era, aço que sim. Todo dia a mesma aula: “a educação moral e cívica...” dizia em voz poderosa e grossa. Igual a ele havia o Mister Peçanha, um professor baixinho que dava aula de inglês e vestia ternos coloridos, na maioria das vezes o terno era verde., mas rolava azul marinho, preto, azul claro...Também dava a cada aula a mesma aula: Verbo To Be...Caraça...que divertido olhar e tratar disso hoje...Mas no 7 de setembro eu sempre ficava muito puto...Odiava desfilar e na época era necessário ir a escola para ensaiar horas a fio...E era preciso marcar passo igual a soldado...Lembro-me que embora nunca tenha também gostado de esportes, nos últimos anos, passei a desfilar de short branco, tênis (bamba) e meia brancos camisa de malha da escola , depois foi de short azul e camisa de futebol...

A escola que leciono levou ao desfile apenas os alunos do fundamental. A galerinha do médio botou pé firme e não foram...Conseguiram...Uma boa vitória penso.
A ditadura acabou. O senso de civismo é outro.O civismo não vem na porrada e parece que isso está sendo entendido por alguns...

Dia 04 passado, quinta feira, foi dia de minha aula. O dia estava lindo e já pela manhã, as 07:30, o céu azul refletia um sol gloriosamente quente e feliz...Dia 07 amanheceu meio barro meio tijolo...Depois aqueceu bastante.

Fiquei na piscina com meus sobrinhos. Pensando, lendo, escrevendo, olhando as sacanagens do Arthur, o marimbondo louco de dois anos que apavora todo o quintal...Dia quente, iluminadão...Quando precisei ir a rua, pensei, que covardia colocar as crianças para marchar neste sol de rachar moringa...Civismo na base da tortura...Peça para inglês ver...Propaganda de colégio particular a força e a custa da molecada. Propaganda política para os Municipais e Estaduais...

Lembrei do tempo do Exército...Ufa!!!! Nove anos...Alvorada as 03:30 da manhã, café...Formatura...Bla, blá, blá...trem para a central...Formatura, formatura, apresentar armas e olhar a direita ao nível do torcicolo e do doer dos braços...Nas passagens em revista do senhores generais...Desfile as dez da manhã...término...Mas blá. Blá, blá e retorno...Em casa depois das 14:00...Eu pensava, que babaquice e isto já era nos anos 80 (dei baixa em 88 como segundo sargento da reserva não remunerada) – bye bye so long very well

Domingão, dia 07, eu olhando a Via Light preparada para o desfile que foi a tarde argh!!!), olhando o centro de Belford Roxo eu pensava QUE BABAQUICE...e as crianças lá...No em baixo daquele sol...sem refresco, água de côco, lanchinho...Nada...queimando a mufa...Que babaquie...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

MOTIVOS PARA VIVER IV

Brasil - Tucanos sabotam piso dos professores

O eleitor brasileiro deve ficar atento às promessas dos candidatos apoiados pelo PSDB em São Paulo (o partido está rachado entre Kassab e Alckmin), Minas Gerais (uma estranha aliança com a cúpula do PT em apoio ao tecnocrata Lacerda) e Rio Grande do Sul (o inodoro Marchezan Jr.). Se algum deles se atrever a falar que defende a educação, corra ao Procon para denunciar a baita falsidade. Isto porque os governadores tucanos destes três estados, o fugidio José Serra, o maroto Aécio Neves e a "suja" Yeda Crusius, estão em guerra contra o piso nacional dos professores.
A lei 11.738, que fixa o piso do magistério público da educação básica em R$ 950,00 e reserva 33% da carga horária para as atividades extraclasse, foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo Lula em julho. De imediato, os três tucanos bombardearam a lei, alegando que ela implodirá as finanças públicas. Ao mesmo tempo, Crusius, metida em corrupção, propõe que seu salário suba de R$ 7,1 mil para R$ 17,3 mil mensais; Serra mantém as negociatas bilionárias com a empresa Alstom; e o Aécio silencia a mídia independente para evitar críticas as suas peripécias.

Este artigo foi recortado da revista eletrônica adital e foi escrito por Altamiro borges que é jornalista e membro do Comitê Central do PC do B e pode ser lido na integra em http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=34813

MOTIVOS PARA VIVER III

O geólogo brasileiro denomina os campos submarinos de petróleo existentes abaixo de um enorme e espesso lençol de sal de pré-sal. O sal dificulta e encarece a extração, porém preserva um óleo leve e de ótima qualidade.

Fortes evidências levam a crer que há 130 milhões de anos começou o desquite entre África e América do Sul. No meio, surgiu um lago que, crescendo, dá origem ao Atlântico Sul. O material orgânico foi sepultado debaixo do sal; posteriormente, outros elementos se depositaram. A combinação de temperatura e pressão converteu a matéria orgânica em petróleo. Movimentos tectônicos deslocaram o sal; parte do petróleo migrou para cima das `janelas` de sal. A Petrobrás localizou campos submarinos nestas janelas. O óleo dessas jazidas não é o melhor - é pesado - porém é nosso; está em nossa fronteira marítima, pertence à Petrobrás, e o Brasil é líder em tecnologia e ambições em águas profundas.

A Petrobrás foi em frente. Perfurou ao longo do mar, desde Espírito Santo até a Bacia de Santos, em busca do pré-sal. Tudo leva a crer que existam campos no mar em uma área de até 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura. As estimativas oscilam entre 30 e 50 bilhões de barris no pré-sal - não é um delírio nacional, esta é a avaliação do Credit Suisse. Hoje temos 14 bilhões de barris provados. Com Tupi, Carioca, Júpiter e seus `compadres`, chegaríamos às reservas atuais da Rússia e da Venezuela.


Um novo Eldorado


O óleo do pré-sal é leve. Ao Eldorado Verde da Amazônia, descobrimos um Azul, no pré-sal; um novo Eldorado pelo brasileiro e para o brasileiro. Este é o sonho. Pode-se converter em um pesadelo.

Os EUA consomem 25% do petróleo do mundo. Tem reservas pequenas, apenas para quatro anos. Por isto, tem tropas na Arábia Saudita (260 bilhões de barris de reservas), e frotas navais no Oceano Índico; estimulou o conflito latente entre sunitas e xiitas, promoveu Saddam Hussein e deu fôlego a Bin Laden. Com o primeiro, alimentou o ódio ao Irã (100 bilhões de barris); com o segundo, sustentou a rebelião dos afegãos contra a URSS.
Após o 11 de setembro, os EUA destruíram os talibãs e, desde então, acusaram o Iraque (100 bilhões de barris) de dispor de armas nucleares. Destruído Saddam, não se descobriu nenhum armamento não convencional. Transferiram, imediatamente, para o Irã a acusação de estar se nuclearizando. Mergulharam de ponta-cabeça no Oriente Médio, pois têm sede de petróleo - aliás, a China e a Índia também.

Até o pré-sal brasileiro, o Novo Mundo não poderia saciar os EUA; o México já foi depredado (tinha 52 bilhões de reservas e hoje está com 17). O Canadá tem muita areia betuminosa (custos extremamente elevados de extração). A Venezuela tem reservas insuficientes para a sede norte-americana.
Este é o pano de fundo de um possível pesadelo geopolítico. Não interessa ao Brasil que o Atlântico Sul se converta num Oriente Médio.


Leilões da ANP

A primeira pergunta que ocorre é: o petróleo do pré-sal é nosso? Logo depois: até quando? O neoliberalismo já promoveu nove rodadas de leilões.

A ANP - instituição que no passado seria denominada de `entreguista` - pretendeu acelerar uma nova rodada nos blocos do pré-sal. Com clarividência, o presidente Lula suspendeu a rodada e solicitou à ministra Chefe da Casa Civil que estudasse uma nova legislação de regulamentação da economia do petróleo. Creio que Lula anteviu um possível `Iraque` em nosso território. O presidente sabe que a Petrobrás pode, técnica e financeiramente, desenvolver Tupi e outros campos do pré-sal. Sabe que não se brinca com soberania na `Amazônia azul`. Nossa Marinha de Guerra precisa do submarino nuclear; nossa Aeronáutica precisa de mísseis e da Base de Alcântara, porém quem garante que não seremos acusados de belicismo?

Este texto que eu assassinei em muitos parágrafos é do Professor Carlos Lessa e foi publicado no jornal Valor Econômico e no Blog Brasil de Fato e pode ser lido na íntegra em http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/o-pre-sal-e-o-enigmatico-futuro-brasileiro

MOTIVOS PARA VIVER II

Após a oportunidade - criada pelo acaso - em que estive com o candidato que esteve com 80% das intenções de voto para a prefeitura de Belford Roxo e que com o acirramento da campanha e com o surgimento de outras candidaturas que taticamente lhe tomam alguns preciosos votos vamos vendo as intenções chegarem a um patamar mais real - fiquei pensando:

Será que os candidtos a prefeitura...Será que os candidatos a Câmara Municipal...Será que os eleitores belforroxenses...Os candidatos e eleitores de todo o Brasil, se apercebem da grave circunstancia geopolitica que toda a América Latina está inclusa? Será que estes cidadãos se apercebem da inflação de grãos e da grave circunstância da crise de alimentos que toma o mundo? E da grave crise de água potável? Da ocupação militar da região onde se encontra o Aquifero Guarani? E das circunstâncias optimas e super favoráves com a Amazônia azul que se vê sob as camadas densas de sal nos fundos oceânicos da Costa brasileira, chamada de pré-sale ainda das circunstâncias próximas a um pesadelo que esta mesma maravilha pode trazer?

Será que os tais sabem o que é pré-sal?

MOTIVOS PARA VIVER 1

Não sei até quando resistirei a sentir o peso do mundo nas costas... Sentir as coisas todas a doer dentro do peito é, o que de mais orgânico, cavalga, em minha existência...
Uma grande bobice minha...Mas não sei ser diferente...

As últimas postagens tem demonstrado muito esta cara do Sylvio Neto e me pego repensando a existência do Blogg e da onda para o qual foi criado...A parada é para ser papo de boteco...Será que está sendo?

Sexta-feira passada estive atuando como poeta no evento Cinema com Batuque convida Revira João...Um espetáculo que se dobrava em dois pois que reuniu dois eventos que acontecem no SESC/SJM...O Cinema Com Batuque que já vira a casa dos dois anos de existência e o Revira João que inaugurava estadia...Muito parecidos na estética, mas distintos, na forma de serem apresentados e construídos...A minha peformance aludiu ao evento violento sofrido por meu filho na Casa Via Show (vou perseguir este tema até me esgotar a audiência)

Este evento, somado a comemoração dos dois anos de existência do Sarau Poesia Na Varanda, realizado na sede do PT de Belford Roxo, no último dia 16 de Agosto e a produção da edição quatro do Sarau Poesia Na Câmara que vai rolar dia 12 de setembro na Câmara Municipal de Belford Roxo foram os alentos que me enlevaram nos últimos dias...

Nem o aperto de mão...que com certeza o deputado estadual e candidato a prefeitura de Belford Roxo,pelo PT, Dr Alcides Rolim se arrependeu de me dar, na segunda feira passada, por volta das 11:00 da manhã na barraca do Duchim, posto que com certeza não esperava que eu retrucasse reclamando de sua ausência ao evento que além de comemorar os dois anos do Sarau Poesia Na Varanda lá na sede do PT, seria a oportunidade deste candidato de tomar conhecimento da carta de intenções dos artistas e agentes da cultura local presentes, na projeção de que em um futuro governo seu, seja criada a então tão esperada Secretaria de Cultura e ainda a reclamação de que em sua campanha pela televisão não esteja alencada entre diversas ações prometidas a referida Secretaria...Me dão o ânimo que todo homm precisa para viver e caminhar...seu caminhar

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

MAIS DO MESMO NAS OLIMPIADAS E NO NOVO CD DO RAPPA



Não posso me dizer satisfeito com o desempenho brasileiro nas Olimpíadas da China, mas também, não posso estar decepcionado. Soul brasileiro e vejo como funciona o esporte por aqui. Ao que parece existe muito boa disposição no Ministério para mudar a coisa toda, mas não será com um bom discurso e ações de gabinete que a coisa fluirá. É preciso ouvir atletas e técnicos. Na verdade toda a comunidade esportiva e desportiva do Oiapoque ao Chuí. Um link com o MEC precisa ser criado...Vilas Olímpicas com piscinas...linkadas com escolas e Universidades e um Projeto de verdade...Ajudarão...

Nada conseguiremos com mágicas e exemplos que são exceção...O consenso virá de novas tecnologias e da formação de uma base com bons métodos e modelos desde a escola. Este precisa ser o caminho a seguir.

Se não sigo decepcionado com o número de medalhas trazidas, posso dizer, que estou sim, decepcionado, com o “7 vezes”, cd novo do Rappa. Eu e todos esperávamos mais. Após a primeira audição, sem pensar, falei com meu filho de 17 anos: Caio, é a mesma coisa do disco anterior. Ao que Caio responde: Não te falei? Eu não gostei.

Ouvi novamente. E ele realmente soa como o outro em tudo, texturas, arranjos, sonoridade, vibe, onda...Tudo...
Preciso prestar mais atenção as letras. Farei isso, mas de cara, se observa a permanecia da distância da poesia crônica de Yuka. Auto afirma-se o subjetivo. O que não acho uma coisa ruim. Mas quem entende do que falam?

Mas, uma coisita, é preciso que eu diga, na audição que se repetiu tive a consciência de que se é igual ao outro e se do outro eu gostei...Então este não é ruim...Só é o mesmo...falarei disto com Caio...É apenas a parte dois...

Ainda lembro bem da arrogância do disco anterior ao ouvi-lo (eu já comentei no texto sobre o Wilsom Moreira, que para mim, toda a musica ou ação artística que se mostra grandiosa e engole a volta toda, considero que seja – e é - arrogante pela maravilha que mostra, chama e alude... Tal qual as obras barrocas enfiadas em detalhes e dobras) pela primeira vez...Lembro ainda das várias declarações da banda que recheadas de cinismo chegaram ao pitéu de convidar aquelas que não tinham musicas boas prontas, para que lhes pedissem uma das mais de duzentas que tinham em cash...Parece que cuspiram pro alto...Esperávamos o vigor de sempre, mas recheado de novidade...O mesmo eu já tenho...

Quer saber? O disco... é o disco da realização, do cansaço, da vontade de ficar de bobeira, de folga...Bateu na tecla do sucesso e de sua perpetuação...Mas no próximo não haverá desculpas...No próximo seremos sacudidos e surpreendidos...Os caras sabem fazer isso...e afinal Laurinho é de Bel e sabe se superar...aprendeu isso na dor do ferro em brasa...