São Jorge Meu Ogun Tu não pode ser mais De um Posto que és mil Vontades, necessidades e pedidos E os mitos que lhe vão Nas costas Em sua bela e poderosa Capa Transformam sua guerra Em muito mais que fé e orgulho Transformam sua proteção Em muito mais Que esperança Tu és mais que o bem e o mal E está aqui tua espada Sobre minha cabeça Que sofre de dor... Salva... Salva a dor
sábado, 29 de agosto de 2009
São Jorge Meu Ogun Tu não pode ser mais De um Posto que és mil Vontades, necessidades e pedidos E os mitos que lhe vão Nas costas Em sua bela e poderosa Capa Transformam sua guerra Em muito mais que fé e orgulho Transformam sua proteção Em muito mais Que esperança Tu és mais que o bem e o mal E está aqui tua espada Sobre minha cabeça Que sofre de dor... Salva... Salva a dor
Sarau do Choppinho Digital
SEGREDOS DE SONHOS SEM DESEJOS
Meu segredo
é luzir o céu de estrelas
em segredos
iluminados de poesia,
samba e dançares
circulados de fogo chama
e odores poematizados
de toda cor de amor
Meu grande sonho
é melar de mel de flores
e produzir sabores
que transcendam desejos,
vontades, tesões
e mesmo iludir de ilusões
verdes, azuis, vermelhas, amarelas
cores de amor e amores de amar
Meu grande desejo
É jamais ter desejo
E tergiversar do rancor
De ter deixado fluir um amor
Em curvas, erupções, voltas
Revoltas e cantos de encantos
- encantados –
do torpor de não ser amor
Ah! Mas se me cura
A palavra poema
E ainda o gosto de suas
Articuladas junções
Apura-me tecer colchas,
Cordas e roupões de letras
incolores
de cores multicores
Na busca da perfeita ação de viver
Sarau do Choppinho Digital

Quando me quero
Soul mesmo
Menos que posso
Quando posso quase ser o que quis
Sou mesmo quase nada
Diante do que já fiz
Sem respostas
E senhor de muitas apostas
Vivo um viver
De ser
Muito menos pelo que já fiz
Não há razão em subjugar o não
E nem subjetivismos impossíveis
Na criatividade do sim
E os meios
São apenas estradas de sol e chuva
Sarau do Choppinho Digital
TEMPO, TEMPO...TEMPO
Por mais que eu tente
Não consigo pegar partículas
Do tempo com a mão
É mesmo hilário
Ver-me aos saltitos a buscar
Microns, segundos e minutos
Que passam esvoaçantes por entre
A dança da vida
Pensar-me agachado aos cantos
Tentando isolar e guardar presos
A palma da mão, milionésimos
Décimos...centésimos
É prestigiar a insana velocidade
Das imagens da vida a vagar
O polegar opositor
Rasga o vento do espaço
De meu tempo
E não trago preso nem um
Lapso de segundo
ou qualquer milionésimo
mícron de momento
Em contrapartida
Carrego em meu peito
de andar contra o vento
Um coração meu
Totalmente surrado pelo
Inflamável e inexorável tempo
De minha história
Tempo real dono de minha memória
E se confesso querer aprisionar
um pentelhésimo momento
é porque sorri, ela, para mim
sem me dizer por quanto tempo
Tempo, tempo, tempo
De meu tempo
A escorrer por minha vida
Sem ao menos me guardar
O melhor momento
Sarau do Choppinho Digital
Naves espaciais rondam o céu
Sequer trazem um amor de verdade
Para aliviar minha solidão de beijos
Carinhos e desejos
O Mundo fica mais sério...quando ouço
Uma canção – é como se recebesse
Dos deuses africanos uma unção
É como se Caio e Arthur
Me recebessem com um abração
O Teatro Mágico me tira do sério
Mesmo sendo poesia, circo, teatro
E canção – dilatam a minha fantasia
Matam minha sede de alegria
E contemplam quase toda a minha emoção
Preciso dos discos voadores
Vistos por Maurinho e ainda de seus
Estranhos seres, a quem farei pedidos de pés juntos
Braços estendidos, coração, peito e testa ungidos
Para que me tragam um amor especial
Vindo do espaço sideral, um amor saturniano, Plutarco
Urâniano, marciano, interestelar...
Um amor de verdade envolto em bonito pano
Florido ou metálico, fosco ou brilhando
Um amor que não seja chato em exigências
Doente de ser, ser humano
Preciso dos discos voadores, das naves espaciais
Que me tragam seres femininos que sejam poesia
Canção em flor...Que sejam perfeitas em harmonia
Que soem em bom tom, que estejam em boa vontade
Para uivarmos juntos ao céu infinito
Fazer poemas em forma de grito
Sorrir de qualquer canção
Para caminhar na areia, na beira, na eira
Para olhar o sol se por da soleira
Para sermos nós, juntos, a dar bobeira
Para sair do sério vendo e ouvindo
O Cordel de Fogo Encantado
Para tornar o mundo mais sério
Sendo a mesma canção de amor
Sarau do Choppinho Digital
Sarau do Choppinho Digital
PALAVRAS ONDE ESTÃO AS TUAS BUNDAS ANCAS?
Preso a poucas palavras
Cruzo estradas molhadas
Ouço Chico Buarque
Cantar o Brasil
Dou adeus ao recanto
Das verdes matas
E de nuvens brancas
Em céu azul
E me pergunto
Palavras: onde andam
Tuas bundas e ancas?
Falta-me ser vários
Falta-me ser maluco
Basta de estar eunuco
Um João Ninguém
De sentidos seminais
E de gestações plurais
E não é culpa
Da emoção, do vocabulário.
Ou de falta de canção...
É mesmo...
Um sabe lá o que
Que me inibe
Todo o verbo e verso