sábado, 6 de dezembro de 2014

VIII SE Mentes

I
Posso criar, beber, beijar
um amor
que jamais vai existir...

II
Posso exigir beijar um amor
que acabei de criar

III
Já vais existir

IV
Já, vais, desisti


V
Desisti de existir em ti

VI

Voltarei a criar, alguém
para amar...beber, beijar
quando existir novamente


VII
Mente, minha mente
minha mente cria

Mente, minha mente
minha mente beija

Mente, minha mente
minha mente bebe

Minha mente
jamais vai existir

VIII
Minha mente jamais vai desistir
enquanto mente


Acabei de criar...




PREGADO

Não vi a alma partir
nem sei se foi em silencio
ou a parir algum grito
só pude ouvir
o estalo do corpo se quebrando
e o sono pregado à parede

sábado, 29 de novembro de 2014

O PoeTa PenSador Baixadense e Vanguardista Sylvio Neto ...
Apresentando os Trabalhos do Caô de Raiz na Fundição Prograso RJ
Fotografia>Jorge Ferreira/CFN


compartilhamento do   post do fotografo Jorge Ferreira, na Rede Social Facebook

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Insonia


Na cadencia crescente 
a latencia
da dor

Na inversão do aparente
o corpo dormente
mente

Nem ele e nem a mente
descansou
ante a infamia
potente
da insonia


sábado, 22 de junho de 2013

POSSO E NÃO POSSO

Se quero sair daqui e correr
pelas ruas da cidade
se quero sentir e sonhar
que ainda não é tarde...

Posso...
E não posso...

... E ainda que insista
Por respeito a minha idade
Posso tropeçar em porrada
E cair em bomba e fumaça

E ainda que me aquiete
Para não me perder pela idade
Não posso, não ser ou ser nunca
E pular na corcunda de meu filho
Em nome da justiça e paz

Posso ...
E não posso...

POSSO?

EU SEMPRE SOUBE

 

As ruas mentem sem minha ajuda
É um vício, da necessidade de ser
É uma vocação, herança colonial
É um surto, soprado por políticos
E eu sei e sempre soube que não presto


Escorrem pelos lábios, a raiva e a ira
Daqueles que sucumbem, às provas
Da lida diária, com o desmedido
E eu como neste prato, faminto!!!
 
E eu sei e sempre soube que amo demais
Não sei mais viver onde vivo – e como vivo
E nem sei mais como viver – em quaisquer
Círculo, coração e egrégora – ou em mim
E eu sempre  soube que seria assim...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O DOSSIÊ PAPAGAIO

O QUE CRIA A FÉ NO MILAGRE É A IDEIA DE QUE DEVE HAVER UM MILAGRE
 
Não sei se existe, uma terminologia especial, para designar, um “Milagre Ao Contrário” – seria, maldição? – o que é fato é que cada vez mais, menos acredito em milagres, principalmente quando estamos na seara do, “Dê A César O Que É De César”

O que estamos a assistir no Brasil, poderia ser considerado, um grande milagre: que é o engajamento de vários segmentos da sociedade, de várias faixas etárias, de várias tribos de etnias e preferências sexuais plurais e de vários pontos da curva econômica, numa luta comum a todo cidadão brasileiro, a exigência de respeito...
Eu, acredito muito é na necessidade do milagre, vibe, que me apossei quando das leituras, sobre Lucién Febvre, Bloch e Charles Broundell, criadores da Escola dos Annales: "O que criava a fé no milagre era a ideia de que deveria haver um milagre"....Aqui especificamente tratando da crença do povo, de que os reis, com um toque lhes curaria da “escrófula” ou “mal dos reis’...
O povo acordou, e isso é um milagre - diante da recente história e processo de desmonte da educação brasileira e dos diversos sacrifícios  a que foi exposto o povo . As recentes expectativas de especialistas, de leigos, de apaixonados e de simples e mortais cidadãos de que se conseguiria mudar o rumo da história recente brasileira e acabar com os desmandos, com a corrupção, com a falta de melhores condições de saúde, educação e cultura, com a falta de critérios sérios, na escolha da presidência e mesas diretoras dos vários Conselhos, que habitam o Congresso Nacional, superfaturamento de obras e blá, blá, blá...
Aportados à rua, fazendo-a, explodir em movimento reivindicatório, surge-nos, o milagre ao contrário ou a maldição de um golpe, instalado e linkado como um verme, uma bactéria, um vírus no cerne do movimento.
E por que, surge-nos esta ideia, por que? - Talvez porque, não se queira ou aceite, o envolvimento e a condução do mesmo por bandeiras ou partidos políticos – Talvez porque, fica difícil, entender a violência que se bate de encontro com a tentativa de fazer um movimento pacífico e talvez ainda, porque movimento pacífico cheira a cartilha do “Como Iniciar Uma Revolução” e fede a festinha feita na Bósnia, Zimbábue, Estônia, Mianmar ,Tunísia e Egito...  
A revolução, começa na desobediência civil, posto que, não se pode combater com o Estado, sem armas na mão: pau e pedra não irrompem o portal da truculência do aparato armado do Estado, e quem ensina é o próprio Gene Sharp, indicado várias vezes ao Nobel da Paz,  este solene e sóbrio senhor americano, professor de Ciências Políticas, da Universidade de Massachusets Dartmouth e criador do “Styagraha Norms” e de um extenso trabalho sobre “luta não violenta” que desagua no documentário, “Como Iniciar Uma revolução Sem Violência”, que conta com inúmeros conceitos sugados da moringa de ninguém menos que, Mohandas Karamchand Gandhi.
E então, por tais nóias  generalizadas, que se insurgem das páginas de blogs, jornais e revistas, das bocas de Carlos Vereza e Paulo Henrique Amorins e Paulo Célios, da vida, devemos volver à casa, quietos e calados e contentar-nos com os 0,20 (vinte centavos), mas é claro que não...Mas vigiar e vigiar, não será demais. E parece-me que o fora Dilma é, imperfeito e deve ser patrulhado, fora Dilma o cacete, fora partidos, o escambau, fim do Congresso Nacional, tá maluco, as palavras de ordem devem ser outras e o fora Dilma, quem sabe no próximo pleito?    
 
A maldição, do golpe nos ronda – sempre e sempre nos rondou, afinal não somos uma sociedade que vive ainda as heranças da colonização? – Nossos vizinhos mais próximos, também não tem este estigma? - Nossa América Latina, liberta e livre, rica e potente – Incomoda muita gente...O PT, ainda que, hoje, esfacelado em praça pública, teve papel preponderante na condução vagarosa e lenta, pra uma Nação, melhor – E este fato deve fazer estufar as bolas dos norte americanos...E um amigo maldiz:  Sylvio, tem dedo de judeu americano nisso...
E então, eu repito a frase com alguma adaptação: "O que cria a fé no milagre é a ideia de que deve haver um milagre".
Mês passado, minha irmã, veio de São Paulo, após uma palestra com o príncipe imperial do Brasil, Don Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Órleans e Bragança e Wittelsbach ou simplesmente, príncipe D. Bertrand, além de sua amiga de FB, cheia de ideias estranhas e com um papo sinistro, sobre uma intervenção mundial, que caracterizaria uma “Nova Ordem Mundial”, sob o poder e comando do “Iluminatis” e que – e eu arregalei os olhos aos discursos dela – haveria um golpe no Brasil e que este golpe seria orquestrado pelos “Iluminatis”, que inclusive conta com apoio – os tais baderneiros – dos mercenários norte americanos da BlackWater...Coincidência?...
 
(prestem atenção ao cara fortão de branco...seria um blackwater?)

E então nos surge, célere neste junho sem frio, o “milagre” do despertar nacional, que com sucesso e rápido, consegue ver cumpridas a s suas exigências, e que segue com uma  “maldição” , que se pode ver nos papos de FB, nas teorias de conspiração e golpe,  e ainda,  nos desencontros, entre a sociedade civil organizada em passeata e as autoridades – que nos joga em cima os cães ferozes a seu serviço – Polícia Militar...

 

Estas correntes, que publicam nas redes sociais e ainda nos vários sítios desta imensa rede de computadores, as teorias de conspiração – parecem valer-se dos métodos dos historiadores do Annales, que se permitiram fazer o estudo da História, de baixo pra cima e ainda deixando, que lhes permeassem, os aspectos subjetivos e psicológicos que envolviam as questões, além é claro de insurgirem-se contra o tradicional, contrapondo e peneirando tudo com o “método comparativo”, assim, o que vemos absurdamente fragmentado na mídias e nas ruas seria, interpretado, como sendo “as ilusões coletivas”...Eu que revivo, aqui, neste texto, uma ilusão coletiva que pende entre o milagre e a maldição, também  ouso fazer a comparação, com os Países, já citados acima:   Bósnia, Zimbábue, Estônia, Mianmar ,Tunísia e Egito...  

Nada, nada e nada neste texto é uma afirmação concreta, pois que é, ele, um texto leigo: um Dossiê Papagaio, feito por um poeta e sem as luzes de Hollywood...