
DA ELAINE NEWMAN

É UM ESCÂÂÂÂÂÂÂÂÂÂNDALO ESSE TEU SACO DE DORMIR DA LACOSTE!!!!!!




O Que se ouve pelas ruas e avenidas é: Jesus, cristo salva e tem um plano pra você...Os cristãos evangélicos, principalmente, espargem tal frase a toda hora e a todos. Sujam tal qual os poros políticos em campanha, os muros e postes das cidades...Espalham outdors e faixas e fazem shows cultos animados em praça pública.
Por tal anunciação, o que se pode esperar desse plano é que sirva também aos que não seguem o cristianismo. Mesmo aos judeus e aos islâmicos, tal projeto planejado a um duque de mil e tantos anos atrás, não pode ter reserva de mercado e deve ser extensivo a todo cidadão do planeta Terra, inclusos criminosos e facínoras de toda sorte ou azar, presos ou não...Devo lembrar que os macumbeiros e adeptos da santeria e vudú, quase em toda sua maioria acreditam em deus e, portanto devem fazer parte do plano de cristo.
É bem verdade que nunca ficou bem claro que plano é este. Tenho visto muito cristão evangélico pregar que Israel é a terra prometida.Que Israel é a terra santa e para lá seguem centenas de excursões organizadas pelos ministérios de diversas denominações evangélicas...Parece-me que os cristãos católicos preferem seguir a Aparecida do Norte ou as terras da Canção Nova...Não sei então, se o plano é que todos sigam, judeus ou não, para Israel, a terra santa e por lá enquanto esperam a chegada do messias aproveitem para matar alguns árabes palestinos, só pra não ser diferentes.
Israel que abriga cerca de cinco milhões de habitantes, população do mesmo tamanho que a comunidade israelita de Nova York, a grande maçã, e abrigo de israelitas plantadores de maçã, desde a época relatada no filme Gangues de Nova York, parada que rolou há muito tempo atrás, daí o ataque as torres gêmeas, templo de poder e ostentação e de propriedade desses raros cidadãos do mundo, que sofreram os terrores e horrores do holocausto imposto pelos nazistas e impuseram um outro de nome Nakba (limpeza ética que deu origem ao Estado de Israel), aos palestinos, anos e anos atrás, ação de terror, que perpetuam ainda até hoje, uma matança bárbara que mais parece coisa dos séculos passados na escuridão do medievo. O fato é o que se impõem ...Pimenta no cu dos outros é refresco.
O tal plano, de deus, a ser executado por ele mesmo na pessoa de Jesus, o cristo, que na realidade é ele mesmo, enquanto é também pai e filho e espírito santo..Uma trindade, que deixa passar batido o fato de padres estarem comendo o cu de criancinhas e de lideres religiosos de toda espécie (em seu nome) estarem trucidando ao longo da esfera terrestre um grande percentual de seguidores (desde muitos séculos atrás), que jamais tiveram um dízimo de sua obra, parece que vai sendo dominado e monopolizado por muitos poucos homens nesta terra de nosso senhor.
Aqui no Brasil, me parece que o senhor Eike Batista, e nada tenho contra ele muito pelo contrário, tem sido o monopolizador desta atenção interplanetária de origem misteriosa, curiosa, rara e milagrosa do senhor deus, quero dizer Jesus, o cristo que na verdade são um só de um.
O Eike é, dono do Brasil e quase dono do mundo:
· Eike Batista, o homem mais rico do Brasil e o oitavo homem mais rico do mundo;
· Eike Batista, paga R$ 500.000,00 por terno da posse de Lula;
· Eike Batista terá, R$ 146.000.000 do BNDS, para construir hotel;
· Eike Batista consegue, financiamento de US$ 420 milhões de bloco de banqueiros para construção de plataforma, a primeira da OGX;
· Eike Batista, dono da OGX, descobre meia Bolívia de gás no Maranhão;
· Eike Batista, dono da OGX, reverte prejuízo e lucra cerca de R$ 58 milhões;
Enquanto isso, lá no morro do Castelar, em Belford Roxo, os mortos vivos comem, bebem e fumam crack o dia todo, e olhe que a maioria tem cerca de 15 anos...Lá no Jacarezinho, a fila continua andando e a cracolândia vai bem obrigado...Ainda continuam a chegar as 3 da madrugada os idosos, crianças e doentes de toda má sorte de doenças à fila do Hospital de Acari...E por aí vai, no Brasil e no mundão que segue sem os olhos e mãos de nosso senhor, que guardou para o Eike e outros felizardos a misericórdia, a benção, o luxo de bem ser e seguir e todos os planos divinos.
Puta que o Pariu...Acorda e olha pro lado Jesus!!!!!!!!!!
Fala a verdade é amor ou é ira?
Por Emir Sader*
No calendário eleitoral do continente, a eleição brasileira deste ano ganha relevância particular, não apenas pelo peso que o país tem do ponto de vista econômico, mas também pelo dinamismo e pelas funções que a política exterior brasileira foi tendo. Depois da confirmação de rumo das eleições de Evo Morales na Bolívia e de Pepe Mujica no Uruguai, a brasileira reiteraria a popularidade das orientações dos governos que se conduzem seus países pelo caminho do posneoliberalismo.
Para se ter uma idéia da importância internacional dessa eleição, basta olhar para que mudanças de linha representariam uma – hoje hipotética eleição – do Serra. Uma matéria do Estadão aborda o que seria a linha internacional dos tucanos e a primeira observação é de que o assunto “está longe de ter um grande destaque nas propostas de governo dos dois candidatos da oposição” (OESP, 9/8/2010, caderno Desafios, página H7).
Alinha as mudanças apontadas aqui ali pelo discurso do tucano: o primeiro, rever o Mercosul, liberando o Brasil para ter acordos bilaterais com outros países (evidentemente, em primeiro lugar, com os EUA). Seria um começo de “despolitização” (sic) da política exterior brasileira. (Existe política exterior despolitizada? Parece que despolitizar é seguir nosso “destino histórico” de ser subordinados aos EUA.)
Cita-se os conspícuos eventuais papas da política exterior tucana, caso ganhassem, as eleições: Rubens Barbosa, atual presidente do Conselho Superior de Comércio da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp e Sérgio Amaral, ex-porta voz de FHC, como os anteriores, ex-membros do governo tucano.
Os tucanos minimizam a diversificação das exportações brasileiras. Aliás, a China é a maior ausente de qualquer proposta tucana, como se o comércio com a China não fosse determinante no mundo atual. Ao invés disso, deveríamos “intensificar as relações com os EUA”.
O Mercosul foi definido por Serra como “uma farsa”, como “uma barreira para que nosso país possa fazer acordos comerciais”. “Giannetti e Barbosa defendem retroceder (sic) a um estágio anterior, apenas de livre comércio, liberalizando os países do bloco para fazer acordos bilaterais.”
Na relação com a Argentina, “os tucanos pregam um endurecimento”, da mesma forma, seria “outro exemplo da política de generosidade do governo” (para eles generosidade não tem o sentido de solidariedade, mas tem sempre uma conotação negativa, egoísta). Recorda-se as acusações do Serra ao governo boliviano, que suscitaram o epíteto de “exterminador do futuro”, pelo grau de isolamento e de liquidação das políticas de alianças que a orientação tucana representaria.
Rubens Barbosa diz que está na hora de o Brasil reativar o relacionamento com os EUA. Confirmando seu característico entreguismo e subserviência, ele diz: “Podemos adotar uma política de confiança”.
Bastaria isso para termos consciência como um governo tucano seria o melhor representante dos EUA na região, buscando desarticular as alianças e processos de integração regional, para tentar substituí-los por um eixo com o Chile de Piñera, o Peru de Alan Garcia, a Colômbia de Santos e o México de Calderón. Promovendo o isolamento da Venezuela, da Bolívia, do Equador, do Paraguai, da Argentina, do Uruguai e de El Salvador. Mudaria radicalmente o panorama regional.
Não por acaso os principais governantes da região estão de olho nas eleições brasileiras. Não por acaso governos como os da Argentina, do Uruguai, da Bolívia, do Equador, do Paraguai, da Venezuela, de El Salvador, não escondem sua preferência pela vitória de Dilma, que representa a continuidade e o aprofundamento das políticas que levaram a América Latina a reconquistar projeção internacional, a conseguir sair rapidamente da crise e afirmar sua soberania, seu desejo de integração regional e de alianças prioritárias com os países do Sul do mundo.
*Matéria originalmente publicada no site Sul 21