quinta-feira, 9 de julho de 2009

POESIA NA CÂMARA - POESIA quase SEMPRE


Jamais fui um ser comum para este mundo que vivo Planeta Terra, Brasil, Rio de Janeiro, Baixada Fluminense, Belford Roxo.

E diante dos risos e das expressões de não é para menos, posto que, soul de Belford Roxo e então...Eu vos digo que não soul mesmo é daqui...Moro aqui...Mas soul mesmo é de Marte ou sei lá de qual planeta.

Como dizia meu brodi Cacau (bom baiano) eu não soul deste planeta.

Fazer um evento como o que venho fazendo na Câmara Municipal de Belford Roxo o Sarau Poesia Na Câmara ou ainda o Sarau Poesia Na Varanda - que jah naum rola há mais de quatro meses - não é algo de outro mundo...Mas parece ser feito somente por seres de lá (do outro mundo) que são raros.

Preparar a grade de convidados, articular os convites, conversar, explicar a vibe do projeto, confirmar os nomes na grade de convidados, enviar a grade para a confecção da arte, reunir recursos e patrocínio para mandar rodar as filipetas e cartazes, tentar divulgar junto a imprensa eletrônica e escrita, varar duas noites enviando os web flys pelo Orkut, articular com a direção da Câmara horários, cuidados na execução do evento e ações afins demandam um tempo e dedicação enormes mas nem por isso tornam a ação difícil e ou impossível.

O que é fato é que sem um organograma de trabalho, sem poder de comunicação (tais quais telefone e internet), sem uma logística que possa ser aplicada a facilitar, encurtar tempo e produzir um feedback com os artistas faz com que a coisa comece a ficar inviável.

Desde fins de junho até a data de então a minha capacidade de multiplicar ações, de me teletransportar, de fazer de minha copa escritório, de fazer de meu lap top um staff de trabalho ficaram prejudicados por uma série de eventos que descambaram na impossibilidade de realizar o evento em julho – dia 10 de julho - que foi arrastada até hoje, quando sem sahída e sem nenhuma nave espacial ou alienígenas para somar e pegar junto...Eu resolvi entregar os pontos...Me conectando de uma estação de comunicação de aluguel.

É isso, o Sarau Poesia Na Câmara, edição julho não rola...Agosto é outro mês...Outra vibe...Outra luta.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Civilizações Não São Contagiosas...Enclaves São

Na edição no. 2104, de 18 de março de 2009, da revista Veja o colunista Cláudio de Moura Castro envereda a partir do título “ Civilizações Não São Contagiosas” em um texto que trata de forma particularizada das Grandes Navegações que foram o cume de um grande avanço tecnológico alcançado pela Europa do século XV/XVI e deram cabo ao processo de Colonização das Américas, África, Ásia e Oceania...Trata ali dos formatos buscados, impostos e encontrados para a colonização de vários países dentro dos diversos continentes aqui já citados.

Muitas das colônias tornaram-se verdadeiros “Enclaves” dentro dos Continentes e hoje são países com um nível bastante razoável de desenvolvimento, outros, tornaram-se países com um nível, fodástico, de desenvolvimento: Estados Unidos, Canadá e Austrália...O autor do texto afirma que estas circunstancias ocorreram quando o nível demográfico dos colonizadores atingiu uma proporção maior que o dos colonizados e ainda quando tal fato ocorre com a colonização exercida por países que não foram a Espanha e Portugal: Holanda, Inglaterra e França.

Impõem, ao final do texto, que civilizações não são contagiosas, ou seja, quando uma minoria tenta impor a uma maioria um modus vivendus e operandis isso não funciona, mesmo com o poder das armas...Ele não está errado, pois, a história confirma isso, tanto quanto, confirma fatos recentes ocorridos com o Iraque, Afeganistão e outras Nações invadidas pelos E.U.A na sede de recuperar gastos econômicos feitos com investimentos vazios em diversas áreas principalmente imobiliárias e petrolíferas.

Aqui, neste nosso Brasil, parece ser tudo diferente, e ele, ressalta em seu texto a capacidade incrível de “plasmar”, uma nova Nação e povo, através da transposição do mar oceanus, em fuga da saga e avanço pela Europa afora, de Napoleão, pela corte inteira de D João, pela violenta e doentia união da vontade de faturar com o desprezo dos católicos pelo negro africano e ainda pelo encontro das duas levas estrangeiras com o povo autóctone desta Terra Brasilis chamado até hoje de índio.

Peguei o mote de sua visualização muito bacana e plasmada - esta palavra tão usada por Wally Salomão, é usada também por ele, e eu também a chupei aqui para este texto (que agora fica corrido, pois que as malas prontas já estão sendo colocadas no carro para enfrentar a estrada junto a chuva fina que cai) – que no espaço mínimo de uma página, pretendo forjar um link entre aquele...
Com uma nova idéia...
Minha...

Este país tão diferente em tudo (Viva Casa Grande e Senzala e Raízes do Brasil) tem na arquitetura social da Casa Grande, com seus “desossadores de palavras”, seu capital paterno e a miscigenação conseqüente e ainda seus “tipos típicos”, semeadores e ladrilhadores, homens cordiais..A capacidade de saber bem criar, contradições absurdas, abençoadas, tristes, exageradas e realizar mais que um carnaval de fantasias e oba obas.

Aqui, a minoria com o poder das armas e da comunicação, impõem o que quiser...
As milícias não são algo novo...Todos sabemos de sua histórica existência neste formato em Vendas das Pedras , Jacarepaguá, há mais de vinte anos funciona lá tal sistema...E tal qual fogo se alastrou por toda a Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro e hoje é encontrada na Baixada Fluminense e na Zona Norte...

Na verdade o autor do texto que me inspirou falava de Civilizações e eu trato de ações que encravadas dentro de bairros e/ou distritos inteiros formam verdadeiros “Enclaves” sociais vertendo força para uma “ética e moral’ absolutamente dispares da que é em seu entorno vivida. Posto que dona é de uma ética e moral social divergente da que a rodeia parece-me que posso micropensar estas regiões como Civilizações a parte do mundo “normal’ e administrado pelo Estado...Senhor de todas as coisas – ou melhor - de quase todas as coisas...Não fossem o tráfico, a segurança pública, o legislativo e as milícias, seria ainda o velho dissipador e controlador das ações inconciliáveis entre os cidadãos que o habitam.

Estas micro civilizações, ou em melhor termo, estes enclaves, são sim contagiosos...pois produzem seres humanos contagiados com o vírus da violência e da falta de obediência as leis...Possuem um vírus daqueles que mutantes sobrevivem aos vários remédios que o Estado produz.

O contágio do desrespeito e de ações insanas também vem da Nação chamada Congresso Nacional, lugar de onde os Senadores e Deputados Federais contagiam, toda a verdadeira Nação Brasileira bem diante de holofotes, câmeras de tevê, microfones de rádios e fotografias que seguem em jornais e revistas.

No Nordeste das milícias da Guarda Nacional e do Cangaço em todas as suas modalidades o vírus também se espalhou e muito bem mostra tal ação o filme de Glauber Rocha, Deus e o Diabo Na Terra do Sol, posto que o filme soube ser abrangente e entre várias viroses mostrou também a do messianismo de Conselheiro, Cícero e sei lá mais quem representados ali pelo personagem Sebastião, O Santo.

Outro grande contágio é o da tevê. Ninguém ousa fazer nada novo e vai adaptando ou simplesmente copiando o que já é audiência em outro canal...E nós que somos seres comuns vivemos de ter que ouvir comentários idiotas como sendo a contextualização da matéria exposta como se fossemos imbecis incapazes de absorver o teor que nos foi mostrado...Fico pensando se a nova norma a vigorar no País, vai trazer alento ou vai piorar a situação: o diploma de comunicação não é mais necessário para que se faça jornalismo...Se as emissoras e jornais não fizerem reserva de mercado eu vou estudar para melhorar meu português e virar aquilo que sempre critico; jornalista

Uai será que peguei um vírus e fui contaminado?

Furando Os Olhos da Verdade de Costas Para a Justiça


Será que pela tal governabilidade e possibilidade de mais tempo no poder o PT tem mesmo o direito de juntar-se a outros partidos de sua base e abafar o fogo do senado...Furando os olhos da verdade?


Será que enviando para o ócio José Sarney, estará o Senado, fazendo justiça as vergonhosas, caricatas, sem vergonha e escrotas injustiças históricas que aquela casa comete?


E o cara do Castelo...Vai mesmo sahir na boa?


Qual é a verdade das coisas que andam a contecer no Congresso Nacional deste nosso Brasil?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

MANDA QUEM PODE E OBEDECE QUEM NÃO É MALUCO


Manda Quem Pode E Obedece Quem Não è Maluco

Coração de alcatra no bafo com aipim na manteiga, caldo verde e cervejinha gelada...Um bom rock´n roll para espantar as muzengas da vida...Um lindo sol a emoldurar o pós Santo Antonio de frio e alguma mágoa de uma noite sem amor e um mal dormir de danar as costas...A paisagem do dedo de deus quase escondida, quase em nudez, quase em nuvens tomado...Eu e meu irmão a zelar pela boa fama de bons de briga a mesa.

Entre um gole e outro...Uma observação e outra e um revezamento fraternal a churrasqueira...Fomos formando a tese de que o poder é mesmo cruel e traiçoeiro em qualquer ponto deste vasto universo...Não somos apenas nós os humanos a não corresponder em gentileza aos préstimos desta mácula doente chamada poder...A mãe natureza usa e abusa de sua portentosa força de ação, o universo infinito insiste em tramar finais espetacularmente maravilhosos e hollywoodianos a nossa frágil vida, o reino animal que revestido de força sobrevive aos insanos ataques do hommo nom sapiens de quando em vez, faz sucumbir a grandeza da inteligência humana (humana?)...Os santos, ah!...Os santos católicos já não mais nos protegem como antes e nos confundem bastante com as suas epifânicas imagens: africanas e afrobrasileiras revestidas em orixás, evangélicas revestidas em apóstolos e anjos , budistas revestidas em imagens complicadas de entender...E por ahê vão as dissipações, demonstrações e escrotices da ação devastadora da demonstração de poder.

Como disse meu irmão, Sidney, o Dr Sidney que tanto poder demonstrou ao graduar-se farmacêutico aos 21 anos, “manda quem pode e obedece quem não é maluco’... Em Belford Roxo, o reinado de terror da oligarquia Joca – na verdade do grupo que se formou e seguiu no poder por quase 20 anos após sua morte – se foi de maneira efetiva por já não mais ocupar o poder, mas ainda comandam diversas instituições do governo e vários vereadores, a oligarquia Zito, retorna ao poder em Duque de Caxias, com ares de vingança e tudo podem e tudo fazem – paralisam obras que estavam licenciadas no governo passado, demitem e ou exoneram seus próprios convivas por qualquer motivo e parecem gostar do tal choque de ordem instituído pelo governo de Paes, na Prefeitura do Rio de Janeiro, que não tem vergonha de paralisar atividades laborais em detrimento da paralisação da renda destes e de seus funcionários, em detrimento da necessidade dos serviços prestados a menor custo aos cidadãos cariocas em privilégios dos correlegionários de sua campanha...

Esta máxima vai além dos parcos exemplos aqui dados e ocupa o mandato de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro e o de quase todos os do Brasil e do mundão ahê a fora, como diz bem Mano Brown, dos Racionais MC´s ...

É bem verdade ... Manda quem pode e obedece quem não é maluco...Bote empresários, gestores, bandidos, policiais, jornalistas, donos de jornais e emissoras de tv e rádio, deuses e homens neste saco e verão o que se pode fazer com o poder na mão...sem terem vergonha, sem terem medo, sem serem perseguidos, sem dar contas...

...Manda quem pode e obedece que não é maluco.

Deixemos de filosofar, ouçamos a música, degustemos o nosso pão aqui a mesa, Vislumbremos a natureza e deixemos o poder a quem tem...: disse eu – cheio de rango e sede de tudo.

sábado, 20 de junho de 2009


SOL E CHUVA

Quando me quero
Soul mesmo
Menos que posso

Quando posso quase ser o que quis
Sou mesmo quase nada
Diante do que já fiz

Sem respostas
E senhor de muitas apostas
Vivo um viver
De ser
Muito menos pelo que já fiz

Não há razão em subjugar o não
E nem subjetivismos impossíveis
Na criatividade do sim
E os meios
São apenas estradas de sol e chuva

terça-feira, 16 de junho de 2009

Bafo de Conhaque Barato

Putz...queria comentar os comentários do Lula sobre a re eleição de haqshhashhash ládo Irã...Peregrino pegou ar, popeiro que é, ao comentar a comparação de uma triste herança milenar de desentendimentos , opressão e guerras com um fla X flu...queria falar tambem da babaquice dos comentários, da exibição, das criticas e crônicas dos soldados dançando funk em horas de folga do plantão em dias de ocupação do complexo da previdência...Como se ninguem - qualquer profissional que tira lantão - não o fizesse em seus horários de flga entre um turno eoutro ( o coronel ficou bolado? ah,,,mas então ele naum é de tropa...)...Queria falar das saudades que ando sentinndo...dos videos pesudo engraçados do Domingão do Faustão...Que tanto quantos outros de todos os canais que exploram esta mazela do infortunio humano, mostram em horários ditos nobres...pessoas se fudendo em cabeçadas, tombos, acidentes - pessoas nenês, adolescentes, idosas, babacas, bebadas e tal -queria escrever sobre a vida. o mundo e a porra toda que desconstroi a ética, a moral...a utopia de um mundo bom...mas como?

se estou bêbado e trsite?
como?

que seja melhor o amanhã...com o boicote a carne dos frigorícos do Pará...E do Brasil de mentira, que seja melhor com a redução do IPI mantida e com um bom banho quente..Com a água que a minha Baixada gera e que a Metrópole consome melhor que nós...Sem nos dar uma apenas uma sequer uma contrapartida

beijos a todos
mesmo com bafo de conhaque barato
sn

UMA CANÇÃO DE AMOR VINDA DO ESPAÇO SIDERAL PARA SALVAR MEU ESTRANHO ESPAÇO SENTIMENTAL


Naves espaciais rondam o céu
Sequer trazem um amor de verdade
Para aliviar minha solidão de beijos
Carinhos e desejos

O Mundo fica mais sério...quando ouço
Uma canção – é como se recebesse
Dos deuses africanos uma unção
É como se Caio e Arthur
Me recebessem com um abração

O Teatro Mágico me tira do sério
Mesmo sendo poesia, circo, teatro
E canção – dilatam a minha fantasia
Matam minha sede de alegria
E contemplam quase toda a minha emoção

Preciso dos discos voadores
Vistos por Maurinho e ainda de seus
Estranhos seres, a quem farei pedidos de pés juntos
Braços estendidos, coração, peito e testa ungidos
Para que me tragam um amor especial
Vindo do espaço sideral, um amor saturniano, Plutarco
Urânico, marciano...
Um amor de verdade envolto em bonito pano
Florido ou metálico, fosco ou brilhando
Um amor que não seja chato em exigências
Doente de ser, ser humano

Preciso dos discos voadores, das naves espaciais
Que me tragam seres femininos que sejam poesia
Canção em flor...Que sejam perfeitas em harmonia
Que soem em bom tom, que estejam em boa vontade

Para uivarmos juntos ao céu infinito
Fazer poemas em forma de grito
Sorrir de qualquer canção
Para caminhar na areia, na beira, na eira
Para olhar o sol se por da soleira

Para sermos nós, juntos, a dar bobeira
Para sair do sério vendo e ouvindo
O Teatro Mágico
Para tornar o mundo mais sério
Sendo a mesma canção de amor