segunda-feira, 5 de julho de 2010
IMEIU PARA CONTATOS
Os poucos comentários, que por aqui, surgem...Vem como anônimos...Pena...
Então segue, mais uma vez o mail, para sei lá, a gente poder interagir melhor...
choppinhodigital.blogg@gmail.com
abraços
sn
sábado, 3 de julho de 2010
NEM A ROSA OU O CRAVO...MUITO MENOS A VERDADE DA BANDEIRA BRANCA
Tentando dar uma geral no Note, e ainda liberar alguma memória para instalar o Need For Speed (preciso me distrair um pouco), fui obrigado a mandar embora o Cesar 3, várias imagens, algumas músicas em duplicata (caraca são quase 50Gb) e outras que não gosto (tudo poderia seguir para um HD Virtual, mas a paciencia é algo que me falta), programas em desuso e tudo mais que atravanca a velocidade e bom funcionamento desta máquina que vai já para seus quase cinco anos...Então e assim, dando pau e adquirindo espaço em HD e memória virtual me batí com este texto que naum lembro bem quando e porque o copiei...Na verdade após lê-lo, sei do porque de tê-lo, ainda e guardado...
Mas, o que é triste nele é a falta do futurível...O grande e Amado, Jorge...Jamais pensou, que o povo que defendia, os seres humanos que sofriam tal e envergada violência, transformariam-se em algozes, hoje e é claro, desde ontem...
O humanista, que foi Jorge Amado, o baianão atento a sociedade que vivia, atento aos limites limitrofes de sua rede e cadeira de descanço era também um homem atento ao mundo e a universalizaão do pensamento, e é óbvio, que mesmo se pudese prever o que viria a ser hoje, o povo judeu israelense, a nível político, diplomático e belicista para o mundo árabe palestino, jamais justificaria o holocausto das ações nazi fascistas (mesmo se a Nakba e outras escrotices tais como o ataque indiscriminado e incessante a crianças, velhos e incapazes palestinos ou aos navios que tentam levar alimentos e gêneros de primeira necessidade aos daquele povo fossem já a época deste escrito que estará abaixo transcrito fossem já naquela época divulgados fatos)...
Nem a rosa, nem o cravo...
Jorge Amado
As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?
Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. Contra tudo que é a beleza cotidiana do homem, o nazifascismo se levantou, monstro medieval de torpe visão, de ávido apetite assassino. Outros que falem, se quiserem, das árvores nas tardes agrestes, das rosas em coloridos variados, das flores simples e dos versos mais belos e mais tristes. Outros que falem as grandes palavras de amor para a bem-amada, outros que digam dos crepúsculos e das noites de estrelas. Não tenho palavras, não tenho frases, vejo as árvores, os pássaros e a tarde, vejo teus olhos, vejo o crepúsculo bordando a cidade. Mas sobre todos esses quadros bóiam cadáveres de crianças que os nazis mataram, ao canto dos pássaros se mesclam os gritos dos velhos torturados nos campos de concentração, nos crepúsculos se fundem madrugadas de reféns fuzilados. E, quando a paisagem lembra o campo, o que eu vejo são os trigais destruídos ao passo das bestas hitleristas, os trigais que alimentavam antes as populações livres. Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u'a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.
Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo. Eles invadiram as pátrias, escravizaram os povos, e esse é o ideal que levam no coração de lama. Como então ficar de olhos fechados para tudo isto e falar, com as palavras de sempre, com as frases de ontem, sobre a paisagem e os pássaros, a tarde e os teus olhos? É impossível porque os monstros estão sobre o mundo soltos e vorazes, a boca escorrendo sangue, os olhos amarelos, na ambição de escravizar. Os monstros pardos, os monstros negros e os monstros verdes.
Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só 0 ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só 0 ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo - desde o crepúsculo aos olhos da amada - sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.
Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Ave dolorosa

Ave perdida para sempre - crença
Perdida - segue a trilha que te traça
O Destino, ave negra da Desgraça,
Gêmea da Mágoa e núncia da Descrença!
Dos sonhos meus na Catedral imensa
Que nunca pouses. Lá, na névoa baça
Onde o teu vulto lúrido esvoaça,
Seja-te a vida uma agonia intensa!
Vives de crenças mortas e te nutres,
Empenhada na sanha dos abutres,
Num desespero rábido, assassino...
E hás de tombar um dia em mágoas lentas,
Negrejadas das asas lutulentas
Que te emprestar o corvo do Destino!
Augusto dos Anjos
terça-feira, 29 de junho de 2010
O MEU POEMA É O QUE ESCREVO EM MIM
Me chamam
Poeta Bomba
de papel
na tentativa
de esvaziar minha
letra
ha!ha!ha!ha!ha!ha!
Querem imprimir
em mim
sua poesia vaga
Escrever em mim
seus próprios poemas
cegos
ah!ah!ah!ah!ah!ah!
Que procurem muros
para pichar seus borrões
Que achem suas próprias
paredes, papéis e cadernos
para deitar
seus escritos de bombom
ah!ah!ah!ah!ah!ah!ah!ah!
Não esperem nada
de mim
se não
minha própria
poesia
Em mim se escreve
o meu, o meu e o meu
ébrio poema
sábado, 26 de junho de 2010
POEMA PEQUENO
NA EXASPERAÇÃO DAS PERDAS TODAS E AINDA NA COMPROVAÇÃO QUE VOU FICANDO SÓ...ESCREVÍ...
Por tanto tempo pedi o riso que jamais veio...Diluído em farelos, segui alhures...De nuvem em nuvem, de estrela em estrela fiz meu caminho...Andei por planetas, surfei caudas de cometas, mergulhei atrás de estrelas cadentes...Vi mares de areia...desertos de flores...cascatas de luz...soprei a imensidão...acendi escuros buracos negros...desvendei segredos...Percebi inimigos no coração de amigos...e sorri...da pequenez do querer...
sexta-feira, 25 de junho de 2010
MICHEL JACKSON

All I wanna say is that
They don't really care about us
All I wanna say is that
They don't really care about us

Tudo o que eu quero dizer é que
Eles realmente não ligam pra gente
Tudo o que eu quero dizer é que
Eles realmente não ligam pra gente
DIA SEM GLOBO

O técnico da seleção brasileira abriu fogo contra a Rede Globo. Dunga deu na canela do comentarista Alex Escobar, da Globo. Poucas horas depois, um dos apresentadores do programa Fantástico, Tadeu Schmidt, da África leu um editorial da emissora detonando Dunga.
Tudo tem um porque, antes do ataque ao Dunga no Fantástico, o Jornal O Globo já havia descido a lenha na seleção e principalmente no seu treinador.
Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento?
Vamos aos fatos:
Segunda feira, véspera do jogo de estréia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul.
Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc.
Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a esposa do poderoso William Bonner sentenciou: "Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores...".
Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da Sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação: "Me desculpe, minha senhora, mas aqui não tem essa de "REPORTAGEM EXCLUSIVA" para a rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma...".
Brilhante!!!
Pela primeira vez em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada!!!
"Mas... - prosseguiu dona Fátima - esse acordo foi feito ontem entre o Renato (Maurício Prado, chefe de redação de esportes de O Globo) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria".
Dunga: - "Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo (Teixeira) que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo!".
O treinador então virou as costas para a supra sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir.
Dunga pode até perder a classificação, a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, qualquer fiasqueira na África, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência frente a uma das instituições privadas mais poderosas no País e que tem por hábito impor suas vontades, eis que é líder de audiência e por isso se acha acima do bem e do mal.
Em linguagem popular, o Dunga simplesmente mijou na Vênus Platinada! Sugiro uma estátua para ele!!!
Após, a poderosa Globo, a mesma que levou o Collorido ao poder e depois o detonou por seus interesses, agora difama o Dunga, tá certo que o cara é meio Ogro, mas não teve o direito de se defender dos ataques em momento algum.
Falar mal do cara é liberdade de imprensa. Ouvir o cara não pode?
A reação do povo foi imediata. O editorial lido no programa "Fantástico", da Rede Globo, deu repercussão no mundo virtual. E pela primeira vez na história o Brasil inteiro apóia o técnico da Seleção. Só a Globo para conseguir isso...
Dentre os assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda-feira (21), a frase "Cala boca, Tadeu Schmidt" era líder absoluta, superou até a antecessora "Cala Boca, Galvão", que liderou por dias seguidos os Trending Topics.
E não parou por ai. Em apoio ao técnico da seleção brasileira, os twiteiros lançaram o "Dia Sem Globo", que será nessa sexta-feira, quando o Brasil vai jogar com a seleção de Portugal, no encerramento da primeira fase da copa.
Todo mundo na Band, ou em outra emissora, não vamos sintonizar a Globo na sexta-feira, temos que começar a deixar de ser gado manso, mostrar que não somos trouxas manipuláveis.
REPASSE PARA SUAS LISTAS.
VAMOS FAZER O BRASIL INTEIRO PENSAR NOS MALEFÍCIOS QUE A GLOBO VEM PERPETRANDO AO PAÍS.
(Texto recebido por imeiu e repassado)