segunda-feira, 27 de julho de 2009

SAIBA QUE SOUL FELIZ




Feliz e rico
Em saber
Que cantar um samba
Já não
É mais tão raro
Quanto dirigir

Um carro
Importado e em bom estado
A mil por hora

Feliz em saber
Que um dia de sol
Pode ser TÃO meu
quanto seu

E tanto melhor que seja nosso
Por conta
De todo ócio
Que a vida impôs

Mas com um carro
Importado e em bom estado
A mil por hora
Eu vou mesmo saber dos dias
Que perdi

E saiba
Que soul feliz
Em saber
Que a velocidade toda
Não é por você...

Pois tudo que sou
É o que quis de você

sábado, 25 de julho de 2009

A BULA




Não tinha apego à vida. O que não significa que desejava a morte. Seus cuidados com a saúde eram nenhum. Sedentário, não fazia exercícios, ação que julgava um grande excesso, era um móvel, movia-se por extrema necessidade e mais por força e ação do dia a dia que de sua vontade.


Não tinha uma vida permeada por regras. Até gostaria de ser uma pessoa metódica, mas, não o era. Tinha manias, algumas esquisitas, poder-se-ia dizer “muito esquisitas”.


Sua vida não era normal, mas não se poderia afirmar que era um excêntrico.Não tinha o vigor criativo e doentio de Eugene O’neil, e talvez, dele nunca tivesse ouvido falar. Da tragédia não se encantava nem com o bode nem com os cantos, partes de um culto que lhe eram tão familiar quanto O’neil.


Os problemas eternos do homem não o interessavam, o destino, as paixões e a justiça, eram para ele questões teóricas que acentuavam a desordem mental inerente a todo ser humano, preferia rir e tomar uns tragos, brindar o dúbio comportamento e o escárnio que sentia da sociedade. Era um homem de vanguarda, um obreiro, um para militar a serviço de sua própria tragicomédia.Obra original de sua autoria, que jamais iria contextualizar.Sentia-se cheio de vida, e de sua saúde regozijava-se.


Uma de suas manias era comprar remédios. Só para tê-los em casa, para ficar observando, uma coleção da qual podia debochar. Era realmente um homem de vanguarda.Desprezava a ciência e os médicos, Sua hipocondria, era de colecionador, de vitrine.


Que diria ele desta comparação?.


Tinha na ponta da língua, diversos casos de erro médico, com detalhes de datas, vítimas e locais. Por não gostar da internet, gastava horas infindas em cartas, artigos e teses a revistas, jornais, programas de Tv e rádio. Tudo o que pudesse fazer para expressar seu repúdio a ciência de Hipocrates de Cós.


Tamanha era sua atuação, que chegava a ser conhecido de membros do Conselho de Medicina, que o odiavam. E por tratar-se de um Conselho muito corporativista, o contágio do repúdio circulava de médico em médico.


“Dia da caça, dia do caçador”.


Certo dia foi acordado no meio da noite para socorrer um vizinho. Na verdade um grande desafeto. Não era nenhum estoicista, mas também não vivia somente para o prazer, afinal não se deve negar água a quem tem sede. Levou o indivíduo - termo usado por ele, para designar o vizinho doente – ao hospital, estacionou onde era possível, em frente a uma garagem, mas naquela hora não haveria de importunar ninguém, pois, somente iria despachar o indivíduo e sua família e voltar aos braços de Morfeu.


Para sua surpresa, os minutinhos em que se demorara haviam se constituído em meia hora, e seu carro estava com os vidros laterais quebrados e fora empurrado para o meio da rua. Seu ódio, que quase sabia guardar bem, tomara-lhe todo o corpo e mente. Seu repúdio a classe médica e a necessidade da utilização de seus serviços tornara-se ali maior e maior...Quando se dissipou parte de sua ira, pode ver o cartaz que pendia sob o portão de garagem que travara: “Não pare nem por um minuto, pois, se eu quiser entrar ou sair, serei obrigado a quebrar seu vidro lateral”.


Maldito hospital, malditos funcionários, maldita ambulância que não socorreu aquele besta fraco e malditos médicos, resmungou – por uma semana seguida. Era realmente um homem da oposição, da diferença. Seu conceito de realidade fazia-o destronar todo o pensamento em torno do pecado, moral e da graça. Embora tivesse pouca leitura e passasse a quilômetros de distância da intelectualidade filosófico-literária, tinha decorado uma passagem de Nietzche: “o que é bom? Tudo que eleve no homem o sentimento de potência, à vontade de potência, a própria potência”.


Pois é, certa noite deleitou-se em Whisky. Foram duas garrafas de Jack Daniel's, e o coração gritou. Uma dor insuportável no peito, coisa séria. Nunca havia se sentido assim, aliás, jamais houvera sentido qualquer dor, mas, intuitivamente soube que aquela medida era exagerada. Dor e medo, no espartano, dor e medo – estava doente. Gritava feito criança, toda a casa estava nervosa. Os gritos chamaram a atenção da vizinhança e por seqüência ao tumulto, da polícia.


Faltava a ambulância. O homem mudara de cor, arfava por não conseguir respirar.Sua mulher sai aos gritos: Uma ambulância, uma ambulância. Essa chega, e quando adentra o imóvel, já é tarde, o homem caído no chão sobre uma imensidade enorme de frascos, vidros, tubos e ampolas de remédios dos mais variados tipos e tamanhos. Dava a impressão de que num último e gigantesco ímpeto, tentara alcançar a salvação no que tanto houvera desprezado.


Presa a sua mão uma bula, que dizia, “não use este medicamento antes ou após ingerir bebidas alcoólicas. Não cessando os sintomas procure imediatamente um médico”.O universo às vezes conspira contra. Não existe verdade mais absoluta que a própria realidade.

Sylvio Neto
Publicado no Recanto das Letras em 22/11/2005Código do texto: T74947

sexta-feira, 24 de julho de 2009

DUAS TEORIAS (OU SERIAM TESES?) E UM YPIE HURRA






DUAS TEORIAS (OU SERIAM TESES?) E UM YPIE HURRA

Sobre Michel Jackson

Ao longo do período que sofreu acusações e foi processado por pedofilia, eu não observei (e pode ser que eu, viajandão, do jeito que soul, tenha mesmo deixado passar batido) manifestações calorosas de apoio a Michel Jackson, vindas da família, de amigos artistas ou de fãs.

Lembro-me bem, que tudo começou a cair ao o lado do meninão, quando lançou o disco Dangerous, que é uma porrada e tanto na apodrecida sociedade norte americana (e pensar em Mike Tyson, Mohammed Ali e Eddy Murphy), todos negros notórios que desafiaram a mídia , a sociedade e a política norte americana me faz tremer coma idéia do que farão com Obama)

Os longos depoimentos chorosos de fãs, de “amigos artistas” e da família Jackson, soam mesmo é como uma grande oportunidade de aparecer.

Quem saiu ganhando foi a imprensa, tanto durante o período de acusações, julgamentos e acordos, quanto no pós morte (eu escrevi morte? Aguardem...)

Mas a minha teoria ou tese ou loucura trata do seguinte:

É de domínio publico a situação financeira de Michel. Situação que se deteriorou com seu afastamento dos palcos, por conta dos processos e saúde frágil, além de negócios mal feitos e cuidados e ainda da megalomania compulsiva do astro, de comprar e comprar e comprar.

E...Mesmo com o patrimônio estimado e divulgado como sendo de 2 bilhões de dólares, muito dele está em ativos, imobilizados, que demandariam tempo, impostos, comissões, depreciação e sei lá mais o que, até serem vendidos para saldar a divida, também avaliada e divulgada como sendo de hum bilhão de dólares, lhe sobrariam pouco (para os padrões de impostos e de mega star norte americano).

Então...O astro maior, resolveu, forjar sua morte. Prova é que não foi aberto o caixão milionário antes, durante e depois do velório. Ninguém teve acesso ao corpo. Dificilmente um funcionário do Instituto Médico Legal, de lá, deixaria de fotografar ou filmar o astro morto (mesmo demitido e/ou processado as imagens valeriam sua aposentadoria) e ninguém sabe onde foi enterrado.

Quem gosta do Google Earth ou de mapas, aproveite para dar uma olhada nas ilhas do Pacífico...Observem o quanto são distantes de tudo e de todos, e ainda restam, as inúmeras cavernas ultra secretas e confortáveis instaladas na região do Afeganistão e cercanias acidentadas escavadas, decoradas e protegidas, pela turma do Osama Bin Laden...

Com o volume do faturamento do pós morte, algo em torno dos 8 bilhões de dólares, em venda de discos, vídeos e outros blás, blás, blás, como foi também divulgado pela imprensa, o astro fará uma plástica definitiva e ficará a vontade longe da maldade da família e dos homens , do fisco e dos fãs chatos pra cacete em algum lugar distante do planeta – quem sabe na Reserva Florestal de Tinguá?

Hã...Já estava esquecendo...O Macaulay Culkin desapareceu...Há tempos que ninguém sabe dele...

Sobre Romário

Cansado de bancar a ex esposa, que leva mensalmente uma grana preta e segundo declaração de Romário aos jornais, gasta com viagens, roupas e prazeres do dia a dia e ainda de pagar merenda a sua família bem como as contas dos amigos quando vai a churrascaria, IPVA alto de tantos carros parados na garagem (Romário decidiu desfazer-se dos carros?), indenizações a ofendidos por suas sacanagens e/ou truculência e dizendo que está muito endividado (fala-se em 8 milhões não sei de dólares ou reais, ou seriam, euros?), atrasou a pensão dos filhos (mas que é gasta pela mulher), e descuidou-se...Até ser preso, para reforçar a justificativa de que está mesmo endividado.

Durante o lançamento de seu livro, já em liberdade (na verdade a táctica serviu também para divulgar o livro), reafirmou a imprensa estar duro, jogando pesado na estratégia de que está com os bolsos furados. Sua grana, decerto está, imobilizada em investimentos mais seguros que as pirâmides o mercado literário brasileiro que é já do Paulo Coelho e o envolvimento com assassinos.

Quem sabe mais carros e muitos imóveis?...Aquela boate lá em Cabo Frio e também o Condomínio do Peró, são um breve exemplo.

Então...Depois de esquecido pela imprensa (que não gosta de astros decadentes, pois estes não vendem jornais), esquecido pela ex mulher (já que duro não pode pagar pensaão milionária), família e fãs (em menos de um ano o brasileiro esquece do quem e do que a imprensa não comenta), Romário, seguirá, ao encontro de seu dinheiro e sossêgo...Pensão que nada, impostos que nada, chatice e bronca de ex mulher que nada...

Eu quero é mel...Dirá ele.

Não sei, se há ainda, contatos entre Romário e Michel Jackson...Mas as possibilidades de estarem em sociedade e grande...O paraíso será deles...E o sossego também...

Pena Tim Maia, ter mesmo morrido, seriam o trio perfeito.

YPIE HURRA

A nova Lei Rouanet, que conseguirá diminuir em muito com a farra do boi, nos privilégios de uma elite que domina as verbas da cultura...Principalmente no Sudeste.

Ao “Vale Cultura”, que já apelido aqui de CULTUCAR(D), e que vai tentar enfim, democratizar, ao menos entre os empregados de carteira assinada o acesso as livrarias, teatros, cinemas, shows e etc cultura e tal...

Não é porque não serei agraciado que colocarei a marreta por sobre tal iniciativa...Eu e quase a metade de “serumanos”, viventes no Brasil em idade produtiva...

Filho da puta desempregado (camelô, apontador de jogo do bicho, diarista, carroceiro, produtor de cerol e pipas, contratado do Estado e Município, vendedor de cesta básica, curau, cuzcuz e pamonhaaaaaaaaaaaaaaaaaa entre outros sem CTPS, assinada) tem mais e que se fuder...Que? Ta com pena d´eu?..Fica naum...Eu ainda penso... quem sabe algum dia não me resolvo?...Fique com pena dos outros...

Mas ta valendo Ministro...Vê se dá uns conselhos pro Rômulo Costa que é Secretário Municipal de Cultura de Belford Roxo...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SEM NOÇÃO

Quem soul eu para questionar pesquisadores sociais da UNICEF E do Governo Federal...
Soul apenas um corpo de lama, imagem do que se vê...
Poeta menor de poucas letras...

A afirmação de que haverá até 2012, um volume absurdo de mortes, de jovens por assassinato (jovens entre 12 e 19 anos em números que chegam a cerca de 33.000), no Brasil, chega a dar dor e revolta, tanto porque sabemos que ações para travar tais circunstâncias não são tomadas pelas autoridades que quando o fazem, fazem de forma ridícula e "sem noção" - tipo promover toques de recolher - tipo retirar da guarda das mães e bobices perfunctórias do tipo .

A maior parte é ligada ao trafico...

Mas, um aspecto ao menos é ridículo: a morte virá oir conta do consumo de drogas - até aqui beleza - mas o motivo das mortes é dado como sendo por causa das dívidas com o trafico...

ME DIZ AHÊ....ONDE É QUE SE COMPRA DROGAS FIADO?
HEIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM?

OLHA SE SOUBER NÃO FALA PRA NINGUÉM ... SE NÃO ... HUMMMMMMMMMMMMMM

terça-feira, 21 de julho de 2009

NO ESPAÇO SEM BANHEIRO

Sofro muito por ser um premiado - tanto quanto meus irmãos - de cólon do intestino irritável (meu...o bichim além de irritável é irritante)...Eu poderia aqui. fazer um texto similar ao que circula na net e é atribuido ao Veríssimo (aquele da diarréia no aeroporto e no avião)...Mas, embora já tenha passado por tantas brabas, suficientes para encher as páginas de um livro, não chegarei tão longe...

...Mas, olha bem, fiquei boquiaberto e sentindo o suor frio escorrer pelo rosto barbado, só de me imaginar sem banheiro lá no espaço - sideral...credo em cruz...

Coitados dos astronautas...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

SEU MATHIAS E PANELA ZEN PROVANDO E COMPROVANDO SUA VERSATILIDADE



Uma Mostra de Que è Possível Ainda Modificar O Cenário E Que Quem Fala Demais Deve Tomar Cuidado Com Uma Demissão Sumária


A arrogância daqueles que se vêem donos de talentos é mesmo algo de grandioso. A arrogância e introspecção em um universo próprio é o que de mais comum podemos encontrar a nível de comportamento e nas relações interpessoais com aqueles que se sentem
Muito talentosos.

Além de serem realmente grandes, e de produzirem, ações realmente diferenciadas da maioria dos mortais, alguns artistas sentem-se mesmo grandes..Na maior parte das vezes maiores do que realmente são.

Quando estes, passaram por processos complicados de aceitação familiar, social e principalmente dentro do seleto e restrito universo das estrelas, acometem-se do grande mal do isolamento e do egoísmo, negando a presença, a imagem, o gentil relacionamento e o reconhecimento do berço e da cena que os levou aos palcos de luz.

Quando ainda, percebem que a gestão política da cultura na Cidade onde nasceram, foram criados e viveram é inexistente e a toda prova conduzida por inexperientes e ou aproveitadores agentes da gestão publica, passam a renegar o lugar onde ainda vivem e penam seus amigos, parentes, pares ...Tal como se estes fossem os reais culpados...Introjetam-se na possibilidade financeira bancada pelo sucesso que lhes bate a porta – e existem vários níveis de sucesso e de ganhos por este escalonamento – e mudam-se de Cidade, vão para longe de suas raízes.

Falando que lá...ou cá...onde estão fincadas as suas raízes não existe nada, nem ninguém...Renegam a cena, a região e a solidariedade possível dando de costas ainda negando a possibilidade de dar visibilidade a cena existente...Aos amigos, pares, parceiros que ainda nadam contra a maré...

Baseiam-se e balizam-se no “ Eu Sou”

Berço de arte e cultura (embora mal gestados), Belford Roxo, do Cidade Negra, de Laurinho do Rappa, de Cezar Bellyenni do Eletro Samba, baixista da extinta Nocaute, banda revelação indicada ao Grammy Latino, da extinta Negril, história do momento e movimento da cena reggae de Belford Roxo e up grade do Desaguada e Kmd5, do extinto ou adormecido Cabeça de Nego, das antológicas Preto Tu, Postura Africana, Soul do Beco, Baixafrica, Suburbanda, (que ainda resiste com o nome nas ações e canções do Neco Chalalakaia), ainda resiste no talento solo de Dida Nascimento (fundador do Kmd5), Na reinvestida de Da Gama, que saído do Cidade Negra, lança seu primeiro prelo do Projeto Solo Violas e Canções, na atitude, talento e garra da rapaziada do Falange Keniata, Babilaque (de Jorge, Emmerson e Reinaldo Kalunga) e em diversas outras bandas que por hora me fogem a memória.

Com a dissolução da formação pós original do Cidade Negra (saída de Tony Garrido e do da Gama), observamos um lapso de sua presença na tv e nos rádios, que é algo comum para quem prepara novo trabalho com nova formação. Mas, ainda assim, Belford Roxo,não encontra-se mal representado no que tange a talento musical e ainda movimentos de recuperação de cenários de arte e cultura. Iniciativas particulares dão um certo caminho, um certo vigor, um certo punch.

Aos que se acham já famosos, por serem empregados, de bandas de sucesso da Zona Sul, com um cast de shows mensais que lhes propicia grande visibilidade junto a mídia e ainda saldos em conta bancária jamais vistos por eles, seguem exemplos de vida que deveriam ser o suficiente para acordá-los e/ou tirá-los do transe bobo, efêmero, momentâneo a que vivem, posto que, sendo operários da música que é composta , criada e gestada por outros...Suas presenças pseudo-famosas são absolutamente descartaveis e nem há ainda registro fonográfico marcando suas presenças em tais bandas de baile do cenário artístico carioca/zona sul.

Em contra partida, bem aqui, calmo e talentoso o camarada João Mathias, ex Desaguada, ex 5 Kilates, ex Maria Preta e ex dorminhoco de plantão...Acorda da sonolência que devia ser mesmo um estado catártico de hojeriza a tantas bobices que em seus vários anos de lida com a diversidade musical local, da Metrópole e ainda de São Paulo (na verdade viajou grande parte do Brasil), lidou...E ainda com a sua fomentação de espaço para ensaio em seu estúdio, pela iniciativa do Ensaio de Rua e agora mais recentemente do Espaço No Gueto.

João Mathias, não fala mal de ninguém...Apenas ri quando a gente cutuca e repercute os comentários que nos chegam dos “neo famosos, ex moradores e amigos, artistas de plástico, operários de carteira assinada da panela da musica da Zona Sul” ... João Mathias, segue conselhos musicas de Martinho da Vila, pois, “é devagar... é devagar...é devagar...é devagar... devagarinho”, que anda, rí, fala e vive...Mas na última oportunidade que tive de conversar com Lauro Farias ( O Rappa), foi ao lado de João Mathias, que trama com ele trabalhos de produção.

Na última edição do Sarau Poesia Na Câmara (parte do Projeto Sarais e dirigido e coordenado por Sylvio Neto), em 17 de junho, João Mathias, mobilizou uma produção de dar inveja, para dar curso a gravação em dvd de seu mais recente trabalho, Seu Mathias e Panela Zen . Sensacional o que João Mostrou e sensacional o que João propõem como musica....Não há nada igual sendo feito por estes ares e penso ser a reunião de toda experiência devotada ao longo dos anos á música (também é claro que por ser zen é resultado de muitos sonhos oriundo de seu eterno sono).

Eu que acompanho a cena de musica de Belford roxo bem de perto, não vi nada mais interessante nos últimos 3 anos. Dida Nascimento, a meu lado assistindo ao show, mostrou-se impressionado e revelou-me estar muito satisfeito com o sm de Seu Mathias.

A satisfação deste novo processo, deste novo encantamento é prova de que aqui: “Tem coisas”, sim, coisas a serem feitas, repercutidas, espargidas, explanadas...Aqui existem pessoas ainda, famílias bacanas ainda, seres humanos criativos ainda...Aqui existe arte ainda...Que dão mostra do que somos capazes.

Destaco, ainda, a ação potente de uma galerinha que não chega a ter 20 anos cada um. Iniciaram a dois anos atrás um movimento de música em praça pública que acabou sendo além de um alento para a juventude local, que vive sem opção de diversão, arte e cultura, virou também caso de polícia e de violência, não por eles, mas devido a falta de aparelhos culturais, que venham a permitir a expressão artística, a presença de jovens passou a ser maciça - inclusive com jovens vindo de outras Cidades vizinhas - grande e descontrolada, pois o movimento, reunia uma centena de jovens que sem controle bebiam e faziam muito barulho – para os sensíveis ouvidos de parte da população local – e dahí...Bem....

Mas, após este fato, resistiram e deram continuidade a esta vibe no espaço contíguo ao estúdio do João Mathias, ou melhor Seu Mathias, chamado Espaço No Gueto...Eu trato aqui dos talentoso “Caramujos” , que fazem um rock bem honesto, um trabalho autoral com arranjos e letras próprias e que se travestem de Panela Zen para acompanhar Seu Mathias...

A união não poderia ser mais estilosa do que realmente se mostra e por vários motivos que vão da cena criada e mantida até possibilidade de troca no encontro do jurássico João Mathias, com toda a sua experiência de palco e produção com o vigor daqueles que nem devem pensar em dormir...Diante de tanta febre de fazer som.

domingo, 19 de julho de 2009

VIOLÊNCIA NO CURTA METRAGEM


MANUAL PARA ATROPELAR CACHORRO

Ouvindo musica e ainda com a tv ligada, eu, em frente ao lap top.... tentava compreender o que leva um homem a fazer o mal. Instigado pela ladainha dos apresentadores de telejornais, que nos atormentam, com uma quantidade tão letal de matérias sobre violência que chega a dar medo de sair à rua...
Eu não tentava entender o que leva um homem ao crime.
Eu tentava compreender, por que um homem que se tornou bandido, marginal, fora da lei ao usar de seus artifícios para dominação do capital, encontra ainda, motivos, para atirar friamente e a queima roupa em sua vítima, ou ainda, aqueles, que se prestam a buscar a satisfação sexual, através da violência, mesmo com a facilidade dos R$ 20, 00, com direito a uma latinha de cerveja das várias “casas das primas” que se pode encontrar Brasil afora.

Ando vendo muitos curtas, tanto porque acho que ali eu posso encontrar diversão agregada a cultura quanto pelo fato de que dirijo um cine clube “Cine Clube do Velho Brejo’ que funciona dentro do Projeto sarau poesia Na Câmara e do Sarau Poesia Na Varanda... E encontrar uma personalidade dentro do universo enorme e maravilhoso do curta metragem só será possível com a mente e a criatividade ambientada.

O melhor, mais fácil e barato lugar para tal empreendimento é o portal http://www.portacurtas.com.br/ que é um lugar aprazível dentro do universo da internet.

Fiquei bastante impressionado com o curta “Manual Para Atropelar Cachorro”, que é uma ficção de conteúdo adulto de Rafael primo e tem 18 min de duração. O curta tem em seu elenco a Zezé Polessa, Ary França, Bárbara paz, Rafael primo, Cinthia Falabella, Rubens Evald Filho e outros...Este curta recebeu o prêmio de Melhor Ficção do Grande Prêmio 2007.

O filme tem tudo a ver com o dia a dia que se pode ver nos noticiários de tv e nos jornais...E talvez seja, uma resposta fria e verdadeira, as minhas indagações...A violência vem da desagregação social que rola a partir das diferenças sociais...da separação do morro com o asfalto...da distância de alguns aos carinhos e delicias que podem propiciar uma família...da diáspora da escola que vive muitos jovens...Do exílio dentro de seus próprios corpos enfrentados por muitos brasileiros e seres humanos do mundo...e da violência que é o viver dia a dia..

É claro que rola também a violência institucional que vem da segurança publica, do legislativo e do judiciário...Têm a violência privada que vem dos seguranças e muitas outras e demandaria um maior conhecimento de causa para a classificação.

A violência pela violência é muito ocre, injusta e triste e esta a disposição de quem quiser pensar nos jornais e no porta curtas. ... tem gente que nasce com uma muzenga nas costas que é puro mal.

Assista através do link abaixo:
Manual para atropelar cachorro

http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=4935&Exib=1