quarta-feira, 23 de setembro de 2015

SENSATO

Irado, nunca me recolho calado
embora amansado
por vezes me saia o grito

Com sangue nos olhos, cego
para o amor
é quando realmente sinto dor

O gargalo da garrafa quebrada
é seu
o ódio é meu
e os cacos espalhados pelo chão
gritos que ninguém ouve

Ah se pudesse teu deus entender
o que tu não entendes
se o palmo diante de teu nariz
fosse um passo atrás
ou o braço estendido para um abraço

Minha ira nunca seria sangue
tua insensatez nunca teria vez
BAIXADA SUPER 8, O POETA MENOR SYLVIO NETO E O PROJETO SOPA DE ENTULHO

A felicidade de ter a memória preservada e sem o acúmulo de papéis é grande
Viva o universo digital...

Aqui duas memórias, sobre uma plural aventura musical - O filme sonoro da Baixada Fluminense, no preto e branco da Banda Baixada Super 8


Aqui, no convite do SESC/Madureira, a possibilidade de fazer avoar o trabalho, a filosofia e o pensamento que os cabeças do Baixada Super 8, surtavam diante da epifania do Devir, em seu tempo de soprar fogo sobre a Terra,  no evento, que por felicidade volta, ao SESC/Madureira - O Projeto Sopa de Entulho, além e muito além de ser esse caldeirão, onde se cozinha muitas artes das mais diversas culturas, tem em sua tradição estes super bem transados fly´s.

Fui feliz em passar por lá assistindo a diversos eventos, e ainda, participando efetivamente de dois - um como poeta convidado e o outro com a Banda baixada Super 8
 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FELIZ DIA DA ÁRVORE





Meus pés são de memória
minha árvore é a História
entre os Monteiros e os Albuquerques
A árvore de meus pés
Está na árvore de meu coração
o meu pé de manga, coração de boi
Uma árvore que foi meu melhor amigo
na adolescência -
dentro do universo vegetal
No dia da árvore, viva a árvore
de meu pés e dedos
INSÔNIA

Dispensável insônia

odienta forma humana de sofrer
anteceder o dia, no desespero

Inefável orgia de desencantos
a regurgitar velhas lembranças
sobre o prato difícil do dia que amanhece
com toda sorte de ações
que não se resolverão com sorrisos
e orações.

sábado, 6 de dezembro de 2014

CONJUGANDO VERBOS
Sob influencia de “Um Satélite Na Cabeça”

Já não consigo
Sentir
Com  “um satélite na cabeça”

Com um telefone
Morrendo meu sono

Com uma carta
Ameaçando  meus bens
Amados
Objetos empoeirados

Já não consigo
Me pensar gente
Sentir  o quente
De um beijo, uma vulva
Uma vida presente

É tão passado
Ser gente



VIII SE Mentes

I
Posso criar, beber, beijar
um amor
que jamais vai existir...

II
Posso exigir beijar um amor
que acabei de criar

III
Já vais existir

IV
Já, vais, desisti


V
Desisti de existir em ti

VI

Voltarei a criar, alguém
para amar...beber, beijar
quando existir novamente


VII
Mente, minha mente
minha mente cria

Mente, minha mente
minha mente beija

Mente, minha mente
minha mente bebe

Minha mente
jamais vai existir

VIII
Minha mente jamais vai desistir
enquanto mente


Acabei de criar...




PREGADO

Não vi a alma partir
nem sei se foi em silencio
ou a parir algum grito
só pude ouvir
o estalo do corpo se quebrando
e o sono pregado à parede