quarta-feira, 14 de maio de 2008


ESCROTO SIM POR QUE NÃO?

Meu irmão durante o almoço do dia das mães em nossa linda casa de dois pavimentos revestidas externamente em pedra São Tomé, no lindo Bairro de Areia Branca/Belford Roxo, entre a piscina e a churrasqueira, comentou de uma façanha, que Lula vem repetindo ao longo de seu governo – ipisi literis- Porra!!O Lula adora segurar a pica da escória do PT – segurou a do Zé Dirceu, segurou o Delúbio, o Silvio e agora segura a da Dilma Roussef e insiste no fato de que ela tem condições de ser candidata com chances a presidência pelo PT.
Após cessarem os risos, retruquei: - você já viu o resultado da pesquisa da CNT? Ela não está tão mal assim, não....
E a coisa ferve de forma acirrada entre desacordos, gritos, concordâncias e discordâncias...
No meio do bagulho doido, eu, acabei me isolando, em um pensamento que acabou por vir à tona quando foi possível.Os resultados da pesquisa realizada (e citada acima) não foi divulgada e pouco ou nada se comenta nos jornais a cerca desta situação, mas em compensação, os fatos e os factóides sobre o caso Isabela ainda permeiam as primeiras páginas dos jornais e revistas e tomam conta dos programas vespertinos e telejornais, seguidos ainda pelo escândalo Ronaldinho and the Longdig Cats (sim, as garotas de falo, aquelas que vem com câmbio de fábrica)...
Fico pensando onde vai parar esta onda absurda de exploração de babaquices da imprensa brasileira – esta imprensa babaca, vazia e pobre (não sem uma intenção terceira) que já foi chamada marrom, hoje é a tal verde oliva e amarela, e é oficial..
Por que a preocupação acerca da condenação já pré-estabelecida para o pai e madrasta de Isabela? Por que despir este fato além do que já foi esmiuçado e explorado, agora que a prisão já foi decretada?E as opiniões de juristas consagrados pautando ainda a confrontação da defesa com a determinação do juiz e ainda as declarações sempre frias e lacônicas do avô advogado?Por que o interesse acerca do fato do Ronaldinho ter ou não comido o rabo do tal macho fêmea? Será por falta de notícias importantes a serem divulgadas ou pelo fato de que estas em um país repleto de analfabetos funcionais que tiram (completam) o ensino médio em supletivos que variam de um mês a dois anos são as que fazem vender tablóides e geram IBOPE para as emissoras?

Por que ninguém fala da idiossincrasia entre a fortuna do Rei Naldinho Fenômeno e seu horroroso cabelo...Pô meu...Tá de sacanagem usar aquele modelito...Nem o Chico César paga tanto mico...
...Bom já que a escrotidão a mentira e as matérias pagas em desserviço a verdadeira e justa informação imperam na imprensa brasileira é melhor que se fale da horrenda imagem do fenômeno e se esqueça de sua preferência sexual, afinal mamão macho também se come....
Porra peguei pesado nesta...desculpa ahê.ehehehehehehe

Enquanto isto, a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, vaza... Pede demissão por ter sido desprestigiada e isolada em um Ministério que não emplaca e não trava o desmatamento e o avanço da fronteira agrícola sobre áreas que deveriam estar protegidas...Com ela seguem os seus...E a comunidade internacional bota a boca no trombone...pergunto: Deu na televisão? E as conseqüências?

terça-feira, 13 de maio de 2008

NEGRA LIVRE




Roberta Maria de Albuquerque Gomes, é minha prima e afilhada e por coincidência ou não ao Dia da Abolição da Escravatura e ao dia em que nosso avô comemorava seus aniversários, 13 de maio, estará colando grau e festejando sua graduação em Ciencias Sociais, pela Uerj.

Roberta é negra sim senhor. É preta sim senhora. Assim escrevo, buscando ser politicamente correto de modo a não produzir desentendimento com nehum dos seguimentos institucionalizados do pensamento afro descendente que tanto tem contribuído para a revisão do passado, para a auto estima no presente e por garantir um espaço maior nos processos de decisão e condução deste país no futuro.

A afrodescendente Roberta Maria teria direito a estar participando da política de cotas, mas é ela, uma excessão ao que é comum a nós "chamados e ditos de cor" e não precisou recorrer a este direito tão discutido e questionado...Aliás nehum dos Albuquerques precisou...Somos todos excessões a regra mas a política é justa e deve ser ampliada e melhorada...Até que não se precise mais dela.

Uma outra condição especial é a cadeira escolhida...Tudo combinando numa perfeita conspiração...

A cerveja espero que seja por conta da tia.

E vamos assim nos libertando e a cada dia expandindo a liberdade. Enquanto escravos fomos a mão e o pé deste Brasil. Livres: Que os pretos velhos acudam os estrangeiros...Vamos levar o Brasil pra cabeça do G-8...


Se o índio, o negro africano,
E mesmo o perito Hispano
Tem sofrido servidão;
Ah! Não pode ser escravo
Quem nasceu no solo bravo
Da brasileira região!
CASTRO ALVES

Parabens menina Roberta

A ABOLIÇÃO EM REVISTA
Pelos Donos da Informação Brasileira

Este texto deveria ter sido postado um dia antes de meu aniversário, na semana passada, mas por conta da Rebeldia Wi Fi está sendo postado hoje:
Amanhã, dia 06 de maio, comemorarei 45 anos. Na semana que vem dia 13 de maio, o vô Sylvio se estivesse vivo certamente teria aquela feijoada feita pela vó Justina (que também já se foi). Muito além de uma simples comemoração de aniversário era aquele evento a oportunidade de rever e ter unida quase toda a família e amigos. Era um dia sagrado em nossas vidas.

Era também um momento cultural pois que papai e os tios músicos se reuniam e faziam rolar um sarau. Tenho belas lembranças daquele encontro forte com a minha gen, com a minha raça e com a minha cultura.

Neste ano de 2008, completar-se-ão, cento e vinte anos da abolição da escravatura. Um mote, uma mentira, um engodo e uma pegadinha que deu certo – mas, somente pela entrega e pela luta de vários irmãos e primos – uma luta que decerto, não teve somente origem, na coragem de Zumbi dos Palmares e que ainda não terá fim nas palavras de brasileiros covardes, que se aproveitam da posição sócio-cultural e profissional, para dar de pau e tentar destruir avanços históricos para nós afro descendentes .

A sociedade brasileira, aquecida ao longo dos anos desde a época do Brasil colônia, por um processo produtivo e de desenvolvimento que contou - segundo o padre e historiador Antonil – “com as mãos e os pés do negro“ , desanda hoje a dar pulinhos (lembram do avesso da vida?) e a desatar os nós, cuspindo nos pratos em que meus ancestrais (sitiados e escravizados em Santa Maria Madalena/RJ, pela família Albuquerque – meu sobre-nome) e os de todos os brasileiros afro descendentes não comeram.

Recentemente recomeçaram os ataques oriundos de “ ilustres” brasileiros, vieram eles do Sr Diogo Mainardi colunista da Revista Veja, do jornalista Ali Kamel da Rede Globo, do Sr. Reynaldo Azevedo, também da Veja e na semana passada pelo Sr. coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), professor Antonio Natalino Manta Dantas

segunda-feira, 12 de maio de 2008

CULPA

I

A culpa da morte da menina Isabela é da nova imprensa brasileira ( Bom!! Eu li a biografia do Samuel Wainer e não há nada de novo, a não ser, o escandaloso glamour ao espetáculo) e sua vanguarda de jornalistas (jornalistas são aqueles que INVADEM residências, automóveis e a vida das pessoas, a cata de um furo?). Culpa maior vem das faculdades de comunicação e jornalismo e de seus professores.

A culpa é de quem forma e não de quem emprega. Na formação, vai orgulho e consciência embutidos no pacote. Tudo bem, que a cada ano vão a formatura cinco mil novos jornalistas brasileiros, que são, por conta da maior oferta que a procura, abduzidos e submetidos a uma lavagem cerebral, com a simples entrevista a que são submetidos e também pelo vislumbre de um emprego em um jornal de renome nacional/local ou ainda pela oferta da visibilidade oferecida pela exposição em uma rede de tv.

Seria culpa da vontade de ser?. Seria culpa da necessidade de ser. Seria culpa da obrigatoriedade de ser?
Ou a culpa é mesmo da concorrência e do mercado e por conseqüência do tal capitalismo? Será que é ao capitalismo que devemos fazer sangrar pela falácia e pelo absurdo nojento, tendencioso e mentiroso a que se entregou o entregador de notícias?

Tenho plena certeza que ao chegar a casa, a maioria dos jornalistas que cobrem o caso, deve chorar junto aos seus, pois sabem, que não fazem um bom trabalho.Têm eles certeza que o que fazem não é sério ou responsável.

II

A condenação anterior ao julgamento é como diz o Boris Casoy um absurdo. É tão venal quanto um jornalista e/ou apresentador de programa jornalístico (acabamos por ficar confusos com quem é quem) fazer sem o pedido e/ou concessão prévia dos tele espectadores comentários, alusões e CONCLUSÕES (na maioria das vezes fazendo ecoar seu pensamento próprio ou o de seus chefes, criando assim, a formação de opinião, muitas vezes indesejável e fácil num país de analfabetos funcionais).

III

Não sei, se há culpa, nos acusados. Apesar das medidas tomadas pela Polícia Judiciária, pelo Ministério Público e pelo Juiz que decretou a prisão a única certeza que tenho é do escracho público que não desejaria a nenhum dos meus – e sem querer ser demagogo ou hipócrita, errar e cometer crimes é algo do homo sapiens (ou Demens?) que por conta disto tem no Estado a função judiciária – ninguém pode ser condenado duas vezes pelo mesmo crime. Nós que formamos a sociedade temos direito a ter uma justiça que não falhe e que se apóie em leis modernas que atendam a demanda da modificação comportamental a que somos submetidos por conta do desmazelo na condução do Estado e pelas intempéries mundiais – principalmente quando se fala em saúde, educação, distribuição de renda, igualdade de direitos e justiça.

IV

O casal suspeito já foi condenado e independentemente de conseguirem um hábeas corpus e saírem da prisão e ainda de seus advogados conseguirem empurrar o julgamento para daqui a mais de três anos eles não tem chance de serem poupados por um júri popular.
Não houve silencio e nem restrição de informações o que é um erro comentado por juristas e especialistas.

Mas a audiência foi Espetacular...

V

Nas favelas cariocas, a polícia mete o pé na porta a qualquer hora...Sem os holofotes da mídia jornalística brasileira, trabalham a vontade, dão porrada e quebram tudo, inclusive pessoas...Não há a necessidade de mandado de busca, apreensão ou prisão...O bicho pega e o bagulho fica doido entre as dezoito e as seis da manhã...
...Mas isto não dá audiência à não ser no programa do Wagner Montes.

domingo, 11 de maio de 2008

PANE DA REBELDIA WI FI E GOG NA TVE

Queridos leitores mil desculpas

09/05/08
São 00:10 min
Não estou conseguindo conectar desde as 14:00 hs de 08/05/08.
Acabo de ver na TVE o Programa do Bojunga, que entrevistava o Rapper Gog, que já no final do programa disse(e acho que tem o direito de dizer a sua verdade), que não se encontrou com o autor, Machado de Assis. Falou ainda, que o autor maqueia muito o que quer dizer, e Bojunga, então comete várias intervenções assustadas, intervenções, talvez preocupadas com a integridade do próprio autor da afirmação.
As ações de intervenção, mesmo que para salvar o autor da frase, não deveriam ter acontecido, pois que, foram a exposição clara e sincera da impressão de um artista que lida também com a palavra e que foi ainda, aquela declaração, a verdade de mais um criador que nem sempre é também entendido.

Para contestar a crítica do Gog, que também caiu sobre o Livro de Jose Sarney – Casa de Marimbondo, que classificou de horrível - e ainda sobre Chico Buarque, que segundo ele tem coisas muito boas e outras que ele não consegue entender, Bojunga, então, diz que o problema, não é do autor e sim do leitor – uma afronta, não acham? Será que temos de entender sempre cada autor em cada livro, frase ou pensamento?

HAVIA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO....

Citou, Bojunga a obra de Tolstoi- “Guerra e Paz” – falou, acerca do número enorme de páginas da obra e ainda da importância de seu contexto histórico e literário. Relacionou aquela obra, com outra, um lançamento recente, escrito por um ex nazista que coloca a guerra e o nazismo sob a ótica do nazismo, livro este, com 900 páginas.

Será preciso ler Tolstoi para entender o mundo ou para melhor nos comunicar? Ou nos servirá Ferrêz e sua literatura marginal ou ainda quem escreve de forma mais direta e menos floreada como o fazem os Rappers – por exemplo MV BILL com seu “Cabeça de Porco”?.

Segundo Gog, com 1.500 palavras, conseguimos nos comunicar bem.
Será?
Será melhor o dialeto, para fazer entender as suplicas da alma?
Ou a criatividade da calma?
A união tênue do subjetivo com a sanidade da razão – porque só assim se pode ser duro e direto - ou será mesmo pobre pela ausência de pormenores e de texturas da criação o livro que poupa denotas?.
As invenções criativas ou a veritas entornadas no romance, no conto ou na poesia que se bordam em milhares de letras/palavras, signos que fazem um livro que somado a outros tantos, trazem a tona da vida uma literatura rica, serão mesmo a flor do campo ou será melhor conhecer e dosar ambos ?

“ Cada lugar um lugar cada lugar uma lei”


Genival Oliveira Gonçalves, mais conhecido como GOG, é um cantor de rap brasileiro, natural do sul do Piauí.
Foi um dos pioneiros do movimento rap em Brasília. Desde o início da carreira, ganhou a alcunha de poeta. Seu último trabalho foi o álbum Aviso às Gerações lançado em outubro de 2006. É o seu oitavo disco, sendo que ele gravou o primeiro trabalho no ano de 1992. GOG chegou a estudar econômia, em suas letras GOG fala do cotidiano dos jovens que tem que enfrentar até 60 km para irem trabalhar nas repartições públicas de ônibus sempre lotado, vida dura. Também fala sobre a má influência dos "gringos" em nosso país e em muitas músicas ele abre o peito para o público.

[editar] Discografia

[editar] Álbuns
1992 - Peso Pesado
1993 - Vamos Apagá-los com Nosso Raciocínio
1994 - Dia-a-Dia da Periferia
1996 - Prepare-se
1997 - GOG Convida (Coletânea)
1998 - Das Trevas à Luz
2002 - CPI da Favela
2004 - Tarja Preta
2006 - Aviso às Gerações

sexta-feira, 9 de maio de 2008

FRONTEIRAS DA DOR






FRONTEIRAS DA DOR


No aniversário de 60 anos de Israel, como Estado reconhecido pela ONU, só me chegam a mente imagens ruins de bombardeios e atos de terror, lá e acolá. Acolá, que eu digo é na Palestina e na Síria. E lá, nos assentamentos israelenses nas regiões tomadas (ou ocupadas o que é a mesma coisa no fim das contas) e em ações terroristas nas regiões centrais de Israel.
Fatos absolutamente lamentáveis pois parece que ainda vivemos uma época de terror representadas na história por um período anterior e ainda pela própria era do medo representada pela escuridão do medievo.
A sociedade israelense e seus avanços, sua neutralidade, sua contrariedade e sua necessidade de paz se dissipam ante aos que produzem, provocam e faturam com a covarde e milenar intifada.
Aqui no Brasil, parece que a inveja do processo e do procedimento beligerante no Oriente Médio ou ainda por querer relembrar o extermino feito pelos norte americanos (já não eram mais ingleses a esta altura) contra seus nativos no avanço para o Oeste ou ainda a vontade de reviver o Brasil Colônia e as Reduções indígenas e o avanço sanguinário dos desbravadores sem botas, mas com arcabuzes e facões contra os seres humanos, homo sapiens autóctones, desta Terra, faz com que se invente – e aqui mora a necessidade de ampla discussão – uma fragilidade causada por povos indígenas a Soberania Nacional.
Um lobby violentíssimo do governo de Roraima (lembram das Superintendências de Desenvolvimento e dos escândalos com o dinheiro público ?), dos fazendeiros (e/ou chefes de lacaios e bárbaros assassinos criminosos?) plantadores de arroz e demais interessados na riqueza das terras da região provocaram já, mais de uma dezena de feridos e uma razoável contagem de corpos.
Por conta dos dois casos citados que contam com teores e circunstâncias particularmente diferentes mas que tem o capital e o poder oriundo dele como pano de fundo provocador, resolvi postar um único texto nos dois blogs escritos por mim (http://bloggdosylvioneto.blogspot.com/ e http://sylvionetpopoesiaeprosa.spaces.live.com/)

REFENS DO SER VIL

Para que?
Por quem?
Por que? Por que?
Bororó civilizado neném
Cunhatã, Pavuna, Itaguaí
Magé, Saracuruna, Acari
Quase todos te amam
Mas ninguém te quer
Por aqui...

Quantos beijos você pode dar?
Quantos beijos você deu
Naquele Yanomami
Antes do jantar?

Estariam Bush e Ariel Sharon
Na Cis-jor-da-ni-a?
Estariam George e Sharon
Na História?

Siox, Cherokee, Iroqui
Tupi, Maia, Asteca, Meri Oriedi
Estariam aqui?
Bororó?
Gil e o discurso de Ministro?

Estariam aqui?
Faluja Xiita, Tupi Guarani
Anchieta, Antonil, Tomé de Souza
E tome Tomé
E tome Men de Sá
“ E por mais de mil léguas de praia
estendidos os corpos foi o que se viu”
Ser vil

Estaria ainda aqui, Men de Sá?
E Sabra e Satila de Sharon?
E a triste história da noite
Dos mil mortos?

Eu vi na televisão
Gilberto dizer de harmonia
No renascer da cultura calada
Do Povo Novo
Junção harmônica
Entre a tradição e a invenção
Como num conto de fadas
Como Domingo no Parque

Tribo, aldeia , taba
A-flu-en-te,
Negro, Ji-Pará
Andiroba, xique-xique, jequitibá
Calango, Jesuíta, redução
Aldeiamento, reino de fogo, trovão
Assentamento, refugiado, Hebron
Sem Terra, MST, Funai

A-flu-en-te,
Paraty, Goias, Goytacaz
Pimenta do reino na feitoria
Faz backing vocal no tempero
E tem cheiro
Cor de ouro e prata

A bota, o arcabuz e o facão
Arriam a floresta no chão
E impõe o concreto da razão
Sem
O alicerce de cocar e o louvor a Terra
Que o Xamã vermelho chamou
Para despistar Anhangá
Durante o Huka-Huka dos Kamaiurá
No Kuarup

Araribóia, Sardinha
Vieira, Tchucarramã, Raoní
Eu quero os irmãos Villas Boas aqui
Estamos todos marcados
Mas
Há apenas um deus que corre nas veias
E que nos acaricia o rosto
E sustenta os pássaros?
Não,
Eles são mais de um
Em Guarací, Jaci e Rudá

Eu vejo o Brasil na TV
E o que foi o início
De EU a VOCÊ
Mas não sinto o canto da mata
Quase não ligo
Quando você mata
E talvez finja não ver
Quando matam você

Não há aqui
Um problema comum
E não se reduz ele
A apenas um
Guanabara, guaraná, Araribóia
Vatapá, acarajé, feijão, tutu
Feijoada, Xavantes, Yanomamis
Xingú

quinta-feira, 8 de maio de 2008

AS SAÍDAS EXISTEM..POR OUTROS CAMINHOS QUE NÃO OS MESMOS DE SEMPRE

"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
(Mario Quintana)