sábado, 13 de maio de 2017

De Liras?, Por Jorge Cardozo

Um presente de aniversário, que me chegou há dois anos atrás e será lido e relido, enquanto me chegarem as primaveras
Meu obrigado Jorge Cardozo

De Liras?

a Sylvio Neto 

Sobre Delírios
Teus segredos 
Jazem desvelados

Nas linhas tortas 
De cada poema
Bate pronto

Bate estaca
Bate boca
Com o mundo 

Que a cada dia 
Desabita-se de justiça 

Teus medos
Carregam as cores intensas
Do passado
Desfigurado 
Pela memória falha
De alguém sem tempo

Para secar as lágrimas 
(A cor do ouro das minas
Que cavastes
A cor do sangue na terra
Que deixastes
O negrume da noite preenchida
Com teu canto

Ou teus gemidos de prazer
O azul claro 
Das manhãs de despedida
Todas as vezes em que morrias)

Teus desejos 
Movem-se feito
Vampiros 

Sombras sob sombras
Das quais se sabe apenas
O fluir breve
Ou nem isso

Um tremor
Um trago
Uma palavra fora da linha

Teus sonhos
Não cabem numa garrafa
Nenhuma lâmpada magica
Há de traze-los 

Do paniedro
Donde se gera
A energia crua
Que alimenta 
Tua lucidez 
E tua loucura.

Jorge Cardozo 
05.05.2015

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ANTE SALA

Na ante sala, do dia de aniversário - O poeta do livro DE DENTRO DO TEMPO BLINDADO, me oferece este, sobre aquele que compus em agonia, a agonia das vésperas de minha bodas, sempre são perversas.


Faltam sete minutos, para o alvorecer dos 5.2 - E o pulso, ainda pulsa!!!!
Quase cinco dois
mas ainda há sete
minutos...
contra os sete
segundos
da hora que nasci
e acordei
Sylvio Neto


Bom lembrar certos momentos. Há um ano, o poeta Sylvio Neto publicou um desses seus textos fantásticos carregados de lirismo e desespero. Para amenizar a inquietação em que mergulhei, escrevi este poema, que Seu Feicebuqui hoje retorna.
Jorge Cardozo
De Liras?
a Sylvio Neto - sobre Delírios
Teus segredos
Jazem desvelados
Nas linhas tortas
De cada poema
Bate pronto
Bate estaca
Bate boca
Com o mundo
Que a cada dia
Desabita-se de justiça
Teus medos
Carregam as cores intensas
Do passado
Desfigurado
Pela memória falha
De alguém sem tempo
Para secar as lágrimas
(A cor do ouro das minas
Que cavastes
A cor do sangue na terra
Que deixastes
O negrume da noite preenchida
Com teu canto
Ou teus gemidos de prazer
O azul claro
Das manhãs de despedida
Todas as vezes em que morrias)
Teus desejos
Movem-se feito
Vampiros
Sombras sob sombras
Das quais se sabe apenas
O fluir breve
Ou nem isso
Um tremor
Um trago
Uma palavra fora da linha
Teus sonhos
Não cabem numa garrafa
Nenhuma lâmpada magica
Há de traze-los
Do paniedro
Donde se gera
A energia crua
Que alimenta
Tua lucidez
E tua loucura.
Jorge Cardozo
05.05.2015

quarta-feira, 4 de maio de 2016

DELÍRIO



Meus segredos?
revelaria cada um
aos gritos...
pela janela de um carro veloz
na plataforma da estação de trem
sob o chuveiro entre uma canção
e outra...
Meus medos?
ando despindo-me deles
já há muito tempo em cada poema escrito
Meus desejos?
sim, fincaria os dentes - vampiro
neste seu pescoço lindo
Meus sonhos?
estes nascem com o dia que acorda
a cada manhã, novo...
Meus sonhos são meus grilos
minha corrente, ancora...
barranco...
meus sonhos não tem dentes
são sementes ainda em broto

IGNÓBIL

IGNÓBIL

Nada corrói mais o espírito
que a tristeza da incapacidade
...
Nunca foi tão grave o desejo
de voar livre, não sendo nada
sendo nunca, um nunca ninguém
deixando tudo pra trás, na ignóbil
fragilidade da memória

Penaliza-me, o desejo cruel
de querer o intangível
pois que o nada existe ainda
em nada ser,

e ninguém é aquele que não foi
e não é, não esteve e nem estará
sem mesmo experimentar o abraço
do verbo existir...

Se avoar é meu desejo - há nele
pensar, se penso
logo existo, se existo
incompleto haverei de viver

terça-feira, 3 de maio de 2016

RANGENDO OS DENTES PELOS DEDOS QUEBRADOS DE JUREMA


 uMA sAGA sOBrE dELÍrioS, epIFAnIa E hECTpLAMÁtICa dOR


Sábado, ultimo passado, inebriado com a sexta - primeiro porque consegui sair de casa para cumprir compromisso e nem tanto por não ter funcionado com o Avohai Bistrô - No SESC/NI, onde estive, junto há uma galera da pesada, atuando no Tributo À Robson Gabiru: assistia o Documentário Sabotage - Maestro do Canão, de Ivan 13P.


Enquanto assistia, rememorava a noite anterior e ainda meu papo com o Dudu de orro Agudo, que me cedeu um health na auto afirmação, com a qual, fui muito criticado pelos meus quando recusei cargo comissionado na Secretaria de Cultura de Belford Roxo - fiquei mesmo, muito feliz em ouvi-lo contar, sem conhecimento de cusa (da minha causa) de sua recusa, mesmo sob pressão social da necessidade financeira - trabalho em grande Rede de Mídia. (Entre outras sensacionais cutucadas da verdade e risos possíveis, sobre o mito que se vai construíndo no entorno de nossa caminhada)
Não ser o "único", me coloca e faz melhor - num mundo onde ser voraz é a moda e a máxima: "melhor é, quem melhor se sobressai sobre pares e adversários - tornado-se assim, sim, mais um adversário da seriedade e da razão"(sylvio neto)


Daquele torpor, que é o pré texto, a surgir em minha cabeça, com ordem e ditadura sobre meus plurais encantos e sentimentos - tal pipoca na melhor hipótese e bala perdida ricocheteando cabeça adentro, na pior, pela agonia que é - num ajuntado portentoso, poderoso que é o filme sobre o talentosíssimo Sabotage:http://canalbrasil.globo.com/programas/cinejornal/materias/documentario-sobre-o-rapper-sabotage-estreia-nesta-quinta-feira-0503-com-entradas-gratuitas.html


Surge minha Jurujuba, numa epifanica estocada de dor, que dela surgia chegando a mim, por hectoplasmática verve, de mãe e filho.

Havia caído na rua, socorrida em pronto socorro, gessara a mão, por ter fraturado dois dedos na queda.

É mesmo o drama a me seguir, aqui quase completo, num rap - que fora todo o sentimento dessa
surtada manhã.

qUEM dIrIA?



Há aqui, neste facebook nosso  de cada dia, um avanço absurdo, que  vai do uso cínico do poder de comunicar e de feedback,  que nos dá a retroalimentação, que vinga a solidão, a falta de companhia e entendimento do próximo e que ainda suspira, gritos, arranhões e possibilidades variadas de compaixão, ódio, auto ajuda, que  hoje, sofre menor patrulhamento – Até um uso expandido, que  infelizmente ainda serve para perseguição e vingança,  ostentação e possibilidade de vigilância – auto promoção mentirosa e vil e outros subconjuntos de paixões menores.


E cabe aqui citar,  meu poema preferido – depois  do poema do Alcides Eloy: Poema Em Linha Reta, de Fernando Pessoa


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.




E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,



(...)”


FP


Há quem sempre vença, quem sempre esteja feliz, quem sempre coma  bem, inclusive quando se trata da antropofagia sexual, come sempre a melhor mulher do pedaço (ou é por tal beldade comido...).


Há quem se exponha em riso, em trabalho e sonho, em drama – Hey!


Aqueles que diziam mal desse instrumento, ferramenta, novela – hoje, muito além de terem aderido à moda ou a lavoura, também postam a foto de seu prato de churrasco, ovo frito de gema mole com fritas, fondue,  cachorro e gato, sorriem n uma selfie, diante do palco dos Rolling Stones, Wesley Safadão,  da sobrinha querida, no ônibus entre a ida e a volta do trabalho ou diante das corredeiras do Rio São Francisco ou Mississipi.


A partir do momento que adere, aquele crítico literário, aquele que sabe tudo de poesia, cara sério e de vida imperturbável, afinado com o  teatro e cinema, musica, política, esporte, finanças e sociedade, passa a dar a sua importância, ao instrumento e ele, o Facebook, deita-se em ferramenta de bom uso – salvo qualidades de pouca valia, postada por escusos piratas e chatos, que certamente não gozam de sua sabedoria (e crivo laico e medieval de completa e absurda seleção – ação que considera indispensável e que pensa  ceder importância, antes a si próprio e depois ao aceito – um vassalo do suserano).


O boom do momento é o uso político – não o uso político, do doar-se  socialmente ou simplesmente, o de demonstrar apreço por determinada linha fisiológica ou filosófica da política, mas sim o uso na política partidária, no golpe que o Brasil enfrenta, multiplicando e pluralizando, cavalos de Tróia, com os mais de cinquenta tons de cinza dos golpistas – feitos por especialistas, por escritórios que moldam a arte da entrevista, a arte do desenho e da charge, da comédia, da clipagem em recortes que saltam da verdadeira realidade ou frase proferida,  e ainda, aquelas mesmas ações citadas anteriormente, legadas aos amigos para compartilhamento de meros usuários, de esquerda, como eu e alguns amigos fazemos no silêncio de nossos  lares  e,  o Paulo Célio é campeão (felizmente esse cabra existe).


No Brasil, país entre os campeões  na utilização diária , e no implemento do Facebook, como ente necessário , indispensável aporte à todas as ações – não lembro de ter lido, ainda, que ele tenha sido instrumento, de importância tal qual foi considerado, na Primavera Àrabe.


No Brasil, o Facebook é diferente porque o brasileiro o faz ser diferente, no uso que prefere para ele e aqui, mesmo os anúncios patrocinados, não vendem como deveriam, os eventos não lotam mesmo quando se tem hum mil e quinhentos amigos – uma portentosa possibilidade de pluralização, diante da progressão geométrica que permite, a rede.


Uma campanha de doação, para a compra de uma bateria, para um adorável menino autista, promovida por um amigo e multiplicada por este poeta, não vingaria efeito se aquele, não se pusesse à frente da compra total das cotas (Mailton Rangel)


Os shows dos amigos, do universo mais denso, dentro do subversivo universo underground, aqui da Baixada Fluminense, não lota, não esgota sua intenção de ser amostragem de trabalho autoral, mesmo quando uma parcela enorme de seus “amigos”, compartilham – mesmo sendo digratis!


O facebook no Brasil, funciona diferente – não assusta, mesmo quando se compartilha milhões de vezes a fala do Bolsonaro em favor de um torturador e incitando o estupro de feministas, mesmo quando se pluraliza as ações homofóbicas e mentirosas contra o deputado Jean Wyllis.


Aquele que estah em um grupo de poesia, não lê e discute o poema do outro – só posta e posta e posta, seu próprio trabalho – incansavelmente e em todos os grupos possíveis, como se fosse um anúncio de um Balcão Frigorífico ou Moto, que nunca são vendidos, aquele poeta quando dá um like, ou posta como resposta ao poema,  aquela carinha linda e amarela – faz num tempo recorde – E a gente pensa sabendo a verdade: - esse filho da puta nem leu...


Aqui, quando a prosa  ou  o poema seguem ilustrados  com fotografia própria ou roubada da net – ou pinçada das pastas onde se oferecem fotografias e musicas em commonwelth, comentam a fotografia desprezando o texto.



Carranca com homem, Rio São Francisco Foto Marcel Gautherot [Acervo Iphan]
A verdadeira cara, do Facebook e dos seus associados, surge – quando alguém ousa, espinafrar, falar mal, ridicularizar o outro, não...não é ele tão forte na colocação de louros quanto é na destruição e derrubada de muros – E eu sei bem disso, num episódio lamentável, que me inscrevi, sendo sincero sobre a morte de um ex amigo (personagem que se fez importante, aqui em Bel) – e sincero e reconhecidamente potente algoz, contra os que era contrario.

Mas no que se refere, a origem da vontade desse texto, há felicidade em meu peito – pela possibilidade de alcance – antes era mais pedra e hoje é mais fluído, chegaremos a ser uma mensagem na garrafa Pet, arrastada rio abaixo ou message in a battle, jogada ao mar – como nos encantos de um conto.

Pelo tamanho e prolixidade, sei que alcançarei – dois ou três comentários – quem sabe meia dúzia de likes  sem leitura, somente por devoção.

domingo, 1 de maio de 2016

UM TAPINHA NÃO DÓI

uM oLHAR dE dELÍRIO sOBRE o DIA dA bAIXADA fLUMINENSE (30 aBRIL) e o dIA dO tRAbAlHADOr (1 mAIO)






Aqui, um lugar perto do fim do mundo, uma pequena parcela do feudo enorme do PMDB (eh ehe, o  tiro no pé,  daquele meu amigo, que de mim anda distante e soca a porrada no governo Dilma), onde as pessoas mais importantes,  nunca são  vistas, Pessoas  Invisíveis, “Homem Invisível”, jah gritou com encanto e em canto,  Roberto Lara, sobre seres humanos comuns e artistas,  no que são diante,  da importância dos fiscais, assessores, edis, secretários municipais, policiais loucos e homicidas, pares de milicianos loucos e homicidas, artistas que chegaram ao estrelato  – Aqui na Baixada Fluminense, aqui em Belford Roxo, poderia ser em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Queimados...


 


Nesse tipo de lugar....


Aqui nesse tipo de lugar é onde se instala, espalhando-se por todo meu corpo e universo próximo, meu drama, aquele que eu mesmo crio e ainda aquele que se me impõem.


 


Contra sua própria auto estima, talvez alguma grana viesse se lavasse carros, contra a possibilidade de sua própria família comer bem,  e ter e comprar, contra sua própria vida – alguns homens e mulheres, seres humanos – antes e muito antes do sonho de ser, pop star, desenrolam e desenvolvem sua arte, subversivos, atentos – no relento  e sob o abandono, de um mecenas que poderia ser, o Município, o Estado ou União, o empresário bem sucedido que prefere a Lei Rouanett, na missão do novo burguês do sucesso – donatário de uma bola de neve pesada que massacra a criatividade.


 


Aqui, nesse tipo de lugar, vou fraco me morrendo dia a dia, passo a passo, sem entender a associação de meus amigos em arte e em coração, com os mais diversos infernos – Fautos e mais Faustos, dando a alma e o coração, dando a criatividade e a moção, ao objetivo que não surta o subjetivo – Para conquistar a grana da fama...


 


Aqui, nesse tipo de lugar, num recanto der Belford  Roxo, encontro João Mathias – o cara da Panela  Zen, encontro o Frequência Roots e o Sangue Rasta – mágicos subversivos de uma realidade que entendem em prosa e verso, em canto e encanto – irresponsáveis com a economia  e poder, dos que sorvem um Merlot e,  rindo da verdadeira arte que produz a rua.


 


Ainda ontem – na verdade ante ontem, sexta, no SESC/NI – e não me venha dizer, que não foi o uso cínico, de poder, persuasão e subversão em conseguir aquele espaço, para um morto – para um morto que se faz vivo e presente apenas na alma, dos parentes e  daqueles pares,  que lhe devotam extremo amor e admiração, por sua pessoa e por seu trabalho e incessante atividade de linkagem e criatividade – O mundo não o conhece, o universo artístico carece de seu pensar,  de sua luz e iluminação criativa – a unidade que se forma em soma de arte que lhe, louvam, seria a mínima parte, do que se poderia ser de verdade – Há quem seja mais útil, utilizável .


 


Ainda ontem, vi a vida e vitalidade de Marcelo Peregrino , Maciel, Dudu de Morro Agudo, Federoca, Jairo Bráulio entre outros – que não representam a pequena unidade e universo, de pingentes do colar de breque, de Robson Gabiru – E faltou muita gente naquele vagão de trem.


 


Jamais vou entender os caprichos da rua – jamais vou conseguir num texto, tornar minh´alma nua e vazia dos sentimentos que me acometem.


 


Jamais conseguirei tornar útil e fácil, a verve em prosa e poesia, em ações de mecenato que vivi num passado e nas observações que ora faço – Seu Jorge vai ao Capão e pinça Ed Rock, em seu rap sensacional e lindo e em sua importância de propor ao cenário anti mídia e underground dos Racionais, uma carreira solo rica – mas Ed Rock não é muro derrubado, no sentimento de amostragem pro Brasil e ainda vai a ele, Falcão do Rappa  e o Natirut´s em Abrem-se os Caminhos – “(...)A luz do novo dia sempre vai chegar, pra clarear você”, pra iluminar você, pra inspirar, pra alimentar você(...)”.(That´s My Way, Ed Rock e Seu Jorge)


 


Quem surge na linha de fé, para iluminar e clarear, João Mathias?


Quem chega para inspirar e alimentar Dudu de Morro agudo?


 


Quem chega ao fim do mundo – Aqui, nesse tipo de lugar, para inspirar e dar a luz de um novo dia à Marcelo Peregrino, Sangue Rasta e tantos outros que nunca chegaram, a meu conhecer?


 


Que responsabilidade à cada um, em parar e conversar com aqueles, que nos marcam consultas e nos conseguem vaga para internação – quando isso deveria ser um direito e conquista acessíveis com a indicação médica ou o pedido pessoal de ente familiar.


 


Que responsabilidade em sorrir vendo o amigo trocar lâmpadas e varrer a rua, quando este serviço que serve a saúde pública e ainda a segurança pública, deveria ser ação do executivo – que abre a brecha para que uma candidatura que lhes interessa se reforce .


 


– E que vontade de não estar mais nesse mundo injusto – E me surge a fala de um negro a dizer: - é tua ainda, a  responsabilidade em  fazer luz sobre a escuridão, de pinçar aquele que “não vai além de uma nota de cem”, para que possa continuar a fazer parte – o tal Macedo Griot, querendo me acelerar, querendo me preservar...vivo e inteiro.


 


O tal Macedo Griot, o Tal Mailton Rangel e alguns outros, querendo a minha pessoa e presença, aqui nesse tipo de lugar, vivo e sem demências e fraquezas  – que sempre me gerou à  vontade de morrer, que sempre insiste em não reconhecer  o “outr0” –  Aqui nessa parte da Periferia do Mundo, que sempre se mostra mais forte o imundo.


 


Aqui nesse tipo de lugar tem ARTE.



 


(Esse texto foi escrito, com muita emoção que teve em soma, a audição do novo trabalho de Ed Rock, “Contra Nós Ninguém Será”  e além dessa emoção, que o trabalho traz, soma-se a conversa com Dudu de Morro Agudo, na coxia, camarin – Armazém de gente “Foda” (naqueles poetas e músicos convidados a fazer a arte, em parte, para saudar, Robson Gabiru em seu lindo Tributo, muito bem produzido), que se instalou atrás do palco do SESC/NI:- aquele preto nem sabe o que transformou do meu olhar sobre ele, nem sabe do me bateu importante o que ele me falou – atingindo minha alma preocupa da com a hora da minha deixa, para entrada em palco, Aquele negão é ouro...)


 


Ainda meu agradecimento a Fernando Blue, Fernando Junior, um arquiteto completo com ser humano, como poeta, pai, marido, amigo – Obrigado por me incluir naquele  universo.