quarta-feira, 7 de outubro de 2015

AS FLORES DE PLÁSTICO NÃO MORREM



AS FLORES DE PLÁSTICO NÃO MORREM

Ah! querida minha, amor meu - vida de minha vida amada de meu viver...Ah! quanto e quanto e quanto queria, beijar teus lábios em abraço terno e apertado após louvar-te com flores, mas, amada, infelizmente ,segue esta destruição que avança arruinando toda a vida e beleza de nossa Terra...

Não há mais flores no mundo e sequer há o que comer...Não mais se encontra o verde e o azul no horizonte...Segue tudo em tons e cores de fogo, fumaça, poeira e cinza...

Minha força vem de meu amor por você...E há dias que não encontro nada para comer.

Segui teimosamente, da maneira que pude - e bem sabes, que já não ando bem das pernas, desde que, a praga começou a comê-la, desde os artelhos até o tornozelo - até aquela casa bonita e triste, que fica naquele bairro chique, que nós costumávamos passear – enamorados...Aquela que tinha um grande e colorido jardim de flores mortas feitas de material plástico reciclado – aquele jardim por quem tu tanto chorava...triste com a sua representação inanimada...

Foi lá, querida minha, amor meu – vida de minha vida amada de meu viver – que colhi estas flores, pois apenas lá consegui o que já não mais existe – estavam entre os escombros do que já foi belo e admirado – o engraçado é, que as pedras são imortais mas as obras que elas compõe e constrói, não resistem em beleza, forma e harmonia – ao fim do mundo.
Ah! querida minha, amor meu - vida de minha vida amada de meu viver...Rastejando, chegarei até onde estás a repousar – tua última morada - teu túmulo onde haverei de depositar estas flores, que colhi e de descansar a teu lado – As flores de plástico não morrem...

domingo, 4 de outubro de 2015

ANDANDO

ressentido a pisar
o chão, que é céu

sempre foi seu céu
o chão do seu céu

ressequido a pisar
o céu de seu chão
paraíso de solidão

HOMEM CORDIAL

video

sábado, 3 de outubro de 2015

HOMEM CORDIAL
SOMBRA DAS SOBRAS

Penso em assassinato e muito sangue
penso em maldade, cortes transversais
e muita carne dobrando-se ao peso
das vísceras expostas...


E tudo isso é mais dor em meu peito
ferido
amassado
sem esperanças
uma dança esquisita a rodar meus dias

E eu me cortando mais e mais, num açoite
idílico e injusto - pústulas e edemas
barba e cabelo por fazer, enfeitam
os olhos fundos, circundados de roxo

da boca a grave voz, balbuciada
em quase choro, quase grito
quase silencio

ah! que dor nesses dias, de assassino
covarde e sonhador - nem lagarta
nem libélula


Apenas um fantasma, uma sombra
das sobras do que fui
e do que sempre quis ser

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

ORAI E VIGIAI: MINHA BELFORD ROXO

Viver é uma grande dádiva, dizem alguns... Não sei se eles conhecem Belford Roxo ou mesmo a Baixada Fluminense, qui çá, o Nordeste brasileiro.

E uma grande tristeza me invade, porque o milagre da vida, hoje é usado e muito mais ressaltado pelos evangélicos de plantão, que por outras religiões, para fins político partidários - E aqui, nesta Belford Roxo, desde as últimas eleições, há um domínio político que se cria em torno do evangélico Eduardo Cunha por conta de sua linkagem com o deputado "evangélico", Waguinho, visceral candidato "evangélico" a prefeitura - que segundo as ruas dizem, dessa vez imbatível, já que conta com o apoio do "dono de bel" e ainda do Piccinani.

A onda de "entregas ao senhor" é enlouquecedora, todos os virtuais e futuros candidatos dessa corrente, estão se convertendo ao cristianismo "evangélico" - imagino que seja por orientação do Waguinho e do Eduardo Cunha.

Imagine o que será Belford Roxo, a partir do ano que vem - e nós que depositamos esperanças no expurgo das antigas oligarquias do Seu João, "o dono de bel", teremos ainda que continuar a aturá-lo no poder e ainda e mais aos suga suga, que vem em sua matilha vão cair aqui de paraquedas.

 " Alguns daqueles, contra os quais defendemos a Cidade de Deus, consideram injusto que, pelos pecados, por muito graves que sejam, cometidos, sem dúvida, num curto espaço de tempo, alguém seja condenado a uma pena eterna — como se a justiça legal vez alguma tomasse isso em consideração, para impor a cada um uma pena proporcional ao tempo que o delito levou a cometer. (...)"
  Santo Agostinho em A Cidade de Deus/Justiça

Se ao menos lessem A Cidade de Deus, de Santo Agostinho, poderiam largar as atitudes de O Príncipe, de Maquiavel, ações que lhes surgem de forma epifanica baseadas em seus corações e mentes é óbvio.

Pergunta que não quer calar: quem vai pensar esta Cidade, quem vai nos representar no fio da navalha?

 http://www.conversaafiada.com.br/politica/por-que-cunha-nao-vai-para-suica-provar-que-contas-nao-sao-suas

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

MEU TERROR A PEIXE E UMA RECEITA PARA GABÍ



Desde muito pequeno, descobri que detesto peixe, passo muito mal quando como, vejo e sinto o cheiro - é bem verdade que já pesquei e achei ótimo, que peguei o peixe fisgado pela mão e não me senti mal.

É ainda verdade que em muitas ocasiões, incitado - "ah! o meu peixe com um sper tempero você come sim e vai gostar", "ah! mas o peixe de rio, o peixe de água doce é uma delícia, e eu o preparo de um jeito todo especial" - me deixei levar pela pilha, tal qual, na última páscoa que passamos em família, em Guapimirim, caí na pilha e tentei comer o salmão - o resultado vem em segundos, a boca enche de água, o estômago incha e o vômito surge a cada três minutos por dias.

Este problema, que só agora sabemos que é causado por conta de uma alergia a uma determinada enzima do saudável peixe, já me causou muitos e muitos problemas, em família e entre amigos, em recepções e no trabalho, no período em que fui militar, sofrí muito com o famigerado peixe.
Andando na contramão desta circunstância degustativa, soul pirado em tudo o que não presta e é oriundo também do mar ou de rios - os moluscos e crustáceos, os porcos do mar, aqueles que limpam o mar de suas impurezas e sujeiras eu adoro: camarão, lula, polvo, mexilhão, ostra, siri, caranguejo, guaiamum e outros - e tem outros? - sim, tem sim, o famoso bacalhau, que se origina após processos industriais dos peixes abundantes nas geladas águas ricas em planctun, do Hemisfério Norte, diga-se Noruega: Gadus morhua (cod), ling, saithe e zarbo.

Hey!, não me venha com o fedorento "mulato velho", o conhecido bacalhau brasileiro, originado após processo industrial, do absurdamente feio, fedorento e seboso bagre - O bagre africano então é, o mais feio deles, com aqueles variados tentáculos que o fazem parecer, um monstro pré-histórico – peixe muito, muito abundante em Guapimirim.

Por conta de uma postagem no facebook, de minha fornalhinha, a sobrinha Camila Albuquerque, que para agradar a irmã, Marcele Albuquerque, grávida da Gabí e por tal cheia de desejos por uma arghhh! Pizza de Sardinha, montou e assou uma – Assim, segue a receita, para os afeitos a essa, argh!,  iguaria.

PIZZA DE SARDINHA

MASSA:
- 3 XÍCARAS DE (CHÁ) DE FARINHA,
- 3 OVOS;
- 3 COLHER DE SOPA DE ÓLEO;
- 1 XÍCARA E MEIA DE LEITE;
- SAL E PIMENTA DO REINO Á GOSTO;
- 1 COLHER DE SOPA DE PÓ ROYAL.

RECHEIO:
- 4 LATAS DE SARDINHA;
- 6 TOMATE GRANDE PICADO;
- 1 CEBOLA GRANDE PICADA;
- SAL E PIMENTA DO REINO À GOSTO;
- MASSA DE TOMATE UM POUCO;
- 1 MAÇO DE CHEIRO VERDE BEM PICADOS.

MODO DE PREPARO:
- JUNTE TODOS OS INGREDIENTES DA MASSA E MEXER ATÉ DESGRUDAR DA MÃO;
- UNTAR A ASSADEIRA COM UM POUCO DE ÓLEO; ABRIR A MASSA;
- COLOCAR NO FOGO E DAR UMA PRÉ - ASSADA NA MASSA;
- TIRAR DO FORNO COLOCAR O RECHEIO E VOLTÁ-LA AO FOGO ATÉ ACABAR DE ASSAR.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Jardim de Milton Roque

Que conversa linda entre uma mulher o mar e a lua, no poema abaixo que me enviou o querido Milton Roque - Ode de sua irmã, com belas letras a natureza!

FIQUEI MARAVILHADO COM A FORÇA DESTE POEMA, COM OS VÁRIOS DESVARIOS QUE SUSCITA, PELO CHAMAMENTO DO FEMININO DENTRO DE MEU EU...

SEM TITULO



Estou aqui há alguns dias...

e não senti vontade de visita-lo.

Não gosto de te ver assim, irritado,

aborrecido, violento até.




Você nem sentiu minha falta.

Também, irado como estava!..

O que foi dessa vez?

Há! Já sei.



Ela estava linda clareando a noite,

bojando, suspensa pelas mãos Divina.

Foi "ela" não foi?

Ela te deixa assim,

fazer o que? Convenhamos.


Tantos elementos te deixam calmo e azul...

o Rei te aquece

e dá brilho avermelhado

em sua superfície ao se deitar.

Te transforma.


Seu bailar tranquilizador

ao quebrar de suas ondas,

entoam o som de notas musicais

na natureza...

e você, nem se importa!

Isso é coisa de macho.


Nunca valoriza quem lhe faz feliz.

Seu interesse maior é a fêmea sedutora,

misteriosa, deslumbrante e lindamente atrativa

"Mesmo que você se sinta assim,

exatamente com está agora, entediado,

explodindo de raiva ao lançar sua língua

com espumante salivas sobre a areia fria e nervosa..


" mesmo assim você não desiste dela.

Afinal, se fêmeas levam a fama, de terem duas caras...

imaginem a Lua com quatro.

Não vou te admirar como sempre faço.

Prefiro esperar que ela se vá.

Tímida, apagada, e pela metade.


Aí por algum tempo, você será nosso, belo, tranquilo e azul.

Por enquanto entenda-se com Ela.


Arlete

EFEITO CULTURAL OU HUMANO?

ONDA DE CRIMES NO BRASIL: 
EFEITO CULTURAL OU HUMANO?

Com as obras do Avohai Bistrô, novamente paradas a mais de 20 dias eu e meu eu, novamente voltamos a nos desesperar, definhar e dispersar: A esperança é uma palavra que a gente fica tão amigo e íntimo, que parece não mais existir.

Com tempo de sobra - pouca vontade de ver o mundo e conversar - ataco de Netflix, nas séries que me amarro e de Sky (argh!!!) ainda nas séries e alguns poucos filmes (tiro, porrada e bomba é claro).
Ainda ontem, na série que mais gosto, Criminal Minds, ouvi o personagem Gideon, dizer a um capitão de polícia do México, contrariando a sua tese de que a criação e evolução de crimes seriais se daria num contexto cultural - ou seja os crimes nos E.U.A não seriam motivados pelos mesmo motivos dos crimes no México.

O Gideon, do alto de sua intelectualidade sobre crimes diz: penso que o crime é algo de um contexto humano.

E nós aqui no Brasil, sob o contexto das milícias que foram os capitães do mato, os integralistas, os homens jagunços do coroné, o cangaço, a polícia mineira, o esquadrão da morte e a recente volta das milícias no Rio de Janeiro, fora o que conhecemos como, os "matadores", aqueles que são a justiça e a Lei dos Bairros, na Baixada Fluminense, poderíamos concordar com o pensador dos crimes, o especialista do FBI, para crimes em série?
Casa do serial killer de S.Paulo, destruída por populares

Ou temos aqui, no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, na recente loucura de São Paulo e na tradicional carnificina de Exú e ainda em todo o Nordeste, o efeito humano?

Ou seria mesmo o efeito cultural?

Ou geramos uma sociedade, voltada em alguma fração para o assassinato, para a morte covarde, para o extermínio do incômodo, do mais fraco, do preto, do outro, sempre pelas costas ou em desvantagem de surpresa, por conta de todos os exemplos dados acima, que nos dá uma certa espécie de característica sócio cultural, bem mais afinada com a permissividade que encontramos na falta da porosidade na política, no poder e na Lei?

REGGAE NO PALCO MUNDO SEM EUGENIA

REGGAE NO PALCO MUNDO SEM EUGENIA

O Toni Garrido, do Cidade Negra é um preto super corajoso, atualizado e inteligente - Ele bota a cara e isso eu digo porque já vi e sei... E na conversa com a Fátima Bernardes, com certeza deixou sua marca.

Na aula de biologia sobre gens alelos recessivos e alelos dominantes: Puta que o pariu, que conversa foda heim véi...rsrsrs...Depois da maratona de ensaios para a tour 2015, na Alemanha e para o (Palco Mundo, Heyyyy!!!!) do Rock In Rio - Segurar essa é foda...

Raça, cor, racismo é sempre uma briga grande e sempre e sempre algo que não fica entendido: ser preto é só do preto saber (quando não deveria...pois que, ser preto é ser, ser humano...)





Ainda sobre o papo anterior - um perigo danado, pois que, dos médicos é que nasceram as Teorias Eugênicas Brasileiras, o principal deles que na verdade seguia as teorias estrangeiras foi o: "Sob a liderança de Renato Ferraz Kehl, o principal entusiasta da eugenia no Brasil, a Sociedade reuniu mais de uma centena de associados, a grande maioria formada por médicos de São Paulo e do Rio de Janeiro."

Este senhor, Renato Ferraz Kehl, até a sua morte em 1974, defendeu as teses da eugenia, como sendo, as únicas curas para os males da sociedade brasileira (Acho que o nosso secretário de segurança publica anda lendo essas porras)... 

O mais difícil de entender, de aceitar, o que é mesmo foda é, esta parte aqui: "(...) Entre os pesquisadores eugenistas brasileiros que mais se empenharam na organização e divulgação do movimento no Brasil se encontram Monteiro Lobato (1882-1948), Belisário Penna (1868-1939), Octávio Domingues e Edgard Roquette-Pinto (1884-1954).

Importante assinalar a participação, que se destacava do ideário do movimento eugenista, de intelectuais/educadores como Belisário Penna e Roquette-Pinto. Tanto a ideia de "branqueamento" ou de "crítica à miscigenação", para não mencionarmos outros pressupostos abertamente racistas do movimento, estavam ausentes do corpo central do pensamento e da ação pública desses intelectuais. (...)"

Sim meus amigos vocês leram certo ... Monteiro Lobato o grande escritor, aquele que com seus livros ocupou por muitos anos as estantes de minha casa e que estava presente sempre, em meus livros escolares, com suas belas histórias que ganharam a tevê e o mundo, também achava que o negro/preto é inferior ao branco e uma das desgraças da sociedade.

Ufaaaaa!!!
 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SEU MUNDO PODE SER CRIADO
 
Seu mundo pode ser criado, seguido ou imposto. A estes formatos de caminhar, estarão diretamente ligadas a formação intelectual, condição econômica e instrução religiosa. Assim, ele pensava a cerca das coisas. Assim, ele dava seguimento a sua vida.

“A poesia mora em mim, e eu moro na poesia” era o bordão, o slogan que enunciava, em todas as oportunidades possíveis e impossíveis. Não chegava a incomodar com isto, não era necessariamente um chato. Não tinha método por incrível que pareça, não era, portanto mecânico, plástico, volúvel e efêmero talvez. Afinal era todo ideia, a ideia dominava a forma.

Ninguém é perfeito, tinha lá seus vícios. Nada que pudesse causar mal a não ser a ele próprio e talvez também a seu casamento. A dignidade que perseguia estava sempre a alguns centímetros de seus dedos, era uma meta. Sabia bem, entendia perfeitamente a coisa dual do amor, que comparava a uma flor, ”que encanta pelo belo que deixa ver”, e da “amarga dor que causa o espinho que nesta mesma flor habita”. A verdade é que viviam brigando, o casal, não suportava o tamanho de cada um. Talvez ela, não suportasse o fato da poesia morar nele, e dele morar na poesia.

Naquela manhã, a sensação era ruim, havia dormido mal, tivera pesadelos de morte, coisa ruim. Ela já estava de saco cheio, desde anteontem. Foi inevitável a briga.

“Espero, que tu morras, que não voltes mais a minha vida. Poeta de merda”, foi à última frase que ouviu dela. Felizmente tinha memória, pensava caminhando, ao menos assim podia lembrar-se, de melhores frases e desejos de sua amada flor. Sua cabeça, não funcionava bem. Não era para menos pensava, uma puta noite mal dormida, e uma gritaria infernal pela manhã, não é o que nenhuma mente precisa.

Como a promiscuidade da mente leva a promiscuidade do corpo, resolveu passar no morro, pegar umas paradas antes de ir reunir-se aos amigos. Entrou na fila, fez o pedido, e antes de ser atendido foi surpreendido pela correria, gritaria e tiros. Sua mente pensou rápida, era uma invasão. “E agora o que fazer?” ”, pergunta-se. “ Muita calma nesta hora” é uma gíria e até um argumento que não cabia naquele momento. Olhou a volta, escalou um portão aberto, e pensou “é ali”. Mas antes de agir, foi baleado, pânico, dor, sangue, “muito sangue” disse em voz quase sussurrada. Ainda deu tempo de pensar os versos de sua última poesia, deixada sob a cômoda do quarto de dormir, antes de sair de casa “minha poesia não tem luz, não tem deus. Sustenta-se por si própria. E nasce quando eu quero”.
Estava ali, atendido o pedido dela, o poeta não voltaria mais a casa. E a poesia que era ele, morria nele. Nascia por sua vontade e morria agora contra. Não era mais igual, nem diferente. Nem triste, nem contente. Era morta.

Sylvio Neto

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

SENSATO

Irado, nunca me recolho calado
embora amansado
por vezes me saia o grito

Com sangue nos olhos, cego
para o amor
é quando realmente sinto dor

O gargalo da garrafa quebrada
é seu
o ódio é meu
e os cacos espalhados pelo chão
gritos que ninguém ouve

Ah se pudesse teu deus entender
o que tu não entendes
se o palmo diante de teu nariz
fosse um passo atrás
ou o braço estendido para um abraço

Minha ira nunca seria sangue
tua insensatez nunca teria vez
BAIXADA SUPER 8, O POETA MENOR SYLVIO NETO E O PROJETO SOPA DE ENTULHO

A felicidade de ter a memória preservada e sem o acúmulo de papéis é grande
Viva o universo digital...

Aqui duas memórias, sobre uma plural aventura musical - O filme sonoro da Baixada Fluminense, no preto e branco da Banda Baixada Super 8


Aqui, no convite do SESC/Madureira, a possibilidade de fazer avoar o trabalho, a filosofia e o pensamento que os cabeças do Baixada Super 8, surtavam diante da epifania do Devir, em seu tempo de soprar fogo sobre a Terra,  no evento, que por felicidade volta, ao SESC/Madureira - O Projeto Sopa de Entulho, além e muito além de ser esse caldeirão, onde se cozinha muitas artes das mais diversas culturas, tem em sua tradição estes super bem transados fly´s.

Fui feliz em passar por lá assistindo a diversos eventos, e ainda, participando efetivamente de dois - um como poeta convidado e o outro com a Banda baixada Super 8
 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FELIZ DIA DA ÁRVORE





Meus pés são de memória
minha árvore é a História
entre os Monteiros e os Albuquerques
A árvore de meus pés
Está na árvore de meu coração
o meu pé de manga, coração de boi
Uma árvore que foi meu melhor amigo
na adolescência -
dentro do universo vegetal
No dia da árvore, viva a árvore
de meu pés e dedos
INSÔNIA

Dispensável insônia

odienta forma humana de sofrer
anteceder o dia, no desespero

Inefável orgia de desencantos
a regurgitar velhas lembranças
sobre o prato difícil do dia que amanhece
com toda sorte de ações
que não se resolverão com sorrisos
e orações.