quarta-feira, 6 de maio de 2009


Minha mãe sempre me falou que nasci as 14:10 min

Portanto ainda agora não completa a volta do tempo

inexorável tempo

que me leva aos quatro ponto seis


mas já chega ele em peso e canseira

desse andar andar de meus dias


caraca...quase meio século...quase


Daqui a pouco vai rolar para aqueles que por aqui chegarem

para me alegrar com um abraço: um formoso, cheiroso e delicioso

pé de galinha

há quem diga que risos e pé de galinha não fazem mal a ninguém

e eu aqui aos pés dos cinquenta...virei adepto deste caldo

que na infância, adolescencia e mese atrás

rejeitava...


SOBRE A VELOCIDADE CÍNICA DO TEMPO
Sylvio Neto

Vendo as pipas
Navegarem iluminado
Céu azul
Reprovei as putas
Rugas a brotar
De meu rosto cansado

Entre o tempo e a memória
Corro sempre do passado
Assusto-me no presente
E cultuo o riso cínico

Do amanhã potente


DELÍRIO SÃO

A espada de Ogum
Descansa sobre minha cabeça
Um Exu limpa
Meu caminho e a volta toda

Raphael e Mihael
Estão a minha porta
E isto não é tudo
Que sei...

Há tanto grito
A gritar
Há fazeres
A serem feitos
E enfeites a enfeitar

Perfunctórias ações
Para salvar o corpo
O coração e a memória

Delírio são
Este de convocar
O povo de minha História

A salvar
A consciência
De minha memória
Num relâmpago
Poesia chama
Contra revolução idílica
Do deserto da História



ESTADO DE ESPÍRITO


Cortada a alma
Ferida a carne
Inválida
A fome de viver

Dizimado em mil
Pedaços
Os traços, as letras
Os poemas
Já não são a pele
Ou as penas
Deste vil verbena

O que foi que eu fiz
Com meu tempo?

Que injusto vento
Este que me traz
Tormento...

Olha!! O que foi que eu fiz
Com meu tempo...

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