quarta-feira, 30 de maio de 2012

Zé Américo E O Armazem A Feira De Areia Branca Sob O Olhar Do Poeta



I



Hoje, Areia Branca, acordará muito mais pobre...Em sua alma de urbe e existência ativa de pequeno bairro, um de seus cidadãos - histórico e se não tão autóctone tal qual meu irmão Sidney Monteiro, nascido sob os cuidados do jah falecido e famoso Dr Lacerda, na clinica à esquina desta minha rua Bela Vista, na manhã de um dia de São Pedro,  nos idos de 1965, tendo tido ainda daquele famoso clinico geral, obstetra e aborteiro os carinhos da sugestão do nome,  não recebido em cartório e batismo,  de "Pedro piroca", posto que fora parido pros lados da fazenda de seu pai, nos arredores de Vassouras, lida que nos serve até os dias atuais com queijos, linguiça, manteiga, mel e aguardente...

II



O José Américo, o conhecido "Zé Américo", filho e herdeiro do "Seu Américo" e, ainda, amigo primeiro de meu pai quando de sua chegada a esta Belford Roxo (Areia Branca), junto a sua Jurema, com este poeta já encomendado, senhor primogênito desta gen dos Albuquerques e ainda primogênito neto da gen dos Peixoto de Albuquerque, para à partir de uma casa de estuque, construir sua história e constituir familia...Já não estará mais entre nós e todos os produtos de seu empório, Armazém A Feira de Areia Branca ...



III

Zé Américo, após assistir e viver a virada do século e o transformar da sociedade, resistiu a dois infartos, vários casamentos, filhos e netos, a perda de vários amigos e entre eles seu pai, o " Seu Américo" - uma espécie de coroné do bem, um empreendedor bem relacionado com a política e demais autoridades locais, senhor de posses, determinação, autoridade, moral e amizades - O Zé , resistiu a uma emancipação, a pressão do mercado que queria seu espaço, seu empório e ganha pã, resistiu a nova formatação de lay out para mercados e ainda aos computadores e seus softwares, para  controle de estoque e críticas de compra, resistiu as registradoras e marcas da moda...

IV

Mas, o Zé, não resistiu a seu coração( ou será que seu coração não resistiu ao Zé?)...Que levou-lhe a vida para a noumenalidade do não ser...Vai ele botafoguense junto a um pedaço da História deste bairro,  que sabia melhor que ninguém, contar bem - e eu adorava provocar e ouvir: as velhas histórias dos roubos de cavalos, das idas e vindas da Maria fumaça, a suas conquistas amorosas, as obras de recuo do empório para trás da estação a feira de Areia Branca, o mandato por Nova iguaçu e a mini gestão deste bairro feita pelo  vereador Ziza entre outras tantas histórias - a gozar e somar da presença do seu amigo “ federal” ou ainda “fluminense”, que era meu pai, Iris Peixoto de Albuquerque...O Irinho...E ainda dos seus, lá pros lados do céu e do paraíso...Abraços  a meu velho  brodi Zé,,,Que fiques bem...

3 comentários:

Unknown disse...

Esse seu texto é, na verdade, um necrológio: texto ou fala para enaltecer alguém falecido. O legal é que o texto não perde a característica crônica, revelando num flash de memória, um outro tempo, uma outra época e a evolução e as revoluções tecnológicas do comércio. O texto é um bom retrato, pois guardas instantes e boas lembranças cristalizadas em nossa memória.
Renato Aranha (Rota Espiral)

Unknown disse...

Esse seu texto é, na verdade, um necrológio: texto ou fala para enaltecer alguém falecido. O legal é que o texto não perde a característica crônica, revelando num flash de memória, um outro tempo, uma outra época e a evolução e as revoluções tecnológicas do comércio. O texto é um bom retrato, pois guardas instantes e boas lembranças cristalizadas em nossa memória.
Renato Aranha (Rota Espiral)

Anônimo disse...

Esse seu texto é, na verdade, um necrológio: texto ou fala para enaltecer alguém falecido. O legal é que o texto não perde a característica crônica, revelando num flash de memória, um outro tempo, uma outra época e a evolução e as revoluções tecnológicas do comércio. O texto é um bom retrato, pois guardas instantes e boas lembranças cristalizadas em nossa memória.
Renato Aranha (Rota Espiral)